Apuração das Eleições 2026 confirma a composição das bancadas estadual e federal, com o ingresso de novos parlamentares e o retorno de antigos nomes da política sul-mato-grossense. Flávio Bolsonaro e Lula disputam a Presidência em uma contagem ainda em andamento.
Eleições 2026 | Atualização da votação estadual: 4 de outubro, às 18h31 (MS), com 99,28% das seções totalizadas.
Mato Grosso do Sul definiu neste domingo (4) a composição de suas bancadas legislativas para o período de 2027 a 2030. O resultado aponta para uma Assembleia Legislativa com forte presença do PL, renovação parcial de seus integrantes e retorno de políticos que já ocuparam funções relevantes no Estado.
Na Câmara dos Deputados, a principal mudança está na representação feminina. Pela primeira vez, quatro mulheres ocuparão simultaneamente metade das oito cadeiras destinadas a Mato Grosso do Sul.
A apuração também confirmou Eduardo Riedel (PP) como governador reeleito, enquanto Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, ambos do PL, conquistaram as duas vagas ao Senado.
Os 24 deputados estaduais eleitos por Mato Grosso do Sul
A relação abaixo considera a distribuição proporcional de vagas divulgada durante a apuração, e não apenas a classificação individual dos candidatos mais votados.
| Deputado estadual | Partido | Votos |
|---|---|---|
| Zé Teixeira | PL | 53.709 |
| Paulo Corrêa | PL | 44.404 |
| Pedro Caravina | PSDB | 42.831 |
| Zeca do PT | PT | 42.022 |
| Coronel David | PL | 41.427 |
| André Puccinelli | MDB | 40.385 |
| Tiago Botelho | PT | 39.114 |
| Ângelo Guerreiro | PSDB | 37.628 |
| Gianni Nogueira | PL | 36.056 |
| Gerson Claro | PP | 35.731 |
| Odilon Ribeiro | PL | 35.731 |
| Jamilson Name* | PP | 35.072 |
| Daverson Matos | PL | 30.513 |
| Gleice Jane | PT | 29.488 |
| André Salineiro | PL | 28.394 |
| Pedro Kemp | PT | 27.590 |
| Lucas de Lima | PL | 26.163 |
| Professor Rinaldo | União Brasil | 23.710 |
| Márcio Fernandes | PL | 23.080 |
| Renato Câmara | Republicanos | 20.847 |
| Lídio Lopes | Avante | 20.516 |
| Paulo Duarte | PSDB | 19.837 |
| Pedro Pedrossian Neto | Republicanos | 19.460 |
| Jerson Domingos | União Brasil | 16.428 |
Jamilson Name aparece na relação publicada pela imprensa como eleito sub judice. Na plataforma de votação consultada, seus 35.072 votos constam como anulados sub judice. A efetivação do resultado depende da situação jurídica da candidatura.
PL forma maior bancada da Assembleia
A distribuição publicada durante a apuração mostra o PL com nove representantes, o equivalente a 37,5% das cadeiras da Assembleia Legislativa.
| Partido ou federação | Cadeiras |
|---|---|
| PL | 9 |
| União Progressista (PP/União) | 4* |
| Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB) | 4 |
| Federação PSDB/Cidadania | 3 |
| Republicanos | 2 |
| MDB | 1 |
| Avante | 1 |
| Total | 24 |
Distribuição divulgada considerando Jamilson Name sub judice.
A presença de nove parlamentares dá ao PL a maior bancada partidária na composição anunciada, enquanto a Federação União Progressista e a Federação Brasil da Esperança aparecem com quatro representantes cada.
A distribuição também evidencia uma característica do sistema proporcional: nem sempre os 24 candidatos mais votados individualmente são aqueles que conquistam as cadeiras. O desempenho coletivo dos partidos e federações influencia diretamente o resultado.
Os novos nomes e o retorno de antigos protagonistas
A eleição promove mudanças importantes na Assembleia, embora boa parte dos parlamentares conhecidos permaneça.
Entre os nomes que chegam à composição eleita estão:
Odilon Ribeiro (PL): ex-prefeito de Aquidauana por dois mandatos, conquistou 35.731 votos. Sua eleição leva à Assembleia um representante com trajetória administrativa ligada ao Portal do Pantanal.
Gianni Nogueira (PL): vice-prefeita de Dourados, recebeu 36.056 votos e passa a integrar a representação estadual.
André Salineiro (PL): vereador de Campo Grande, conquistou 28.394 votos e amplia sua trajetória legislativa da esfera municipal para a estadual.
Daverson Matos (PL): com 30.513 votos, integra o grupo de novos nomes da composição parlamentar.
Tiago Botelho (PT): conquistou 39.114 votos, ficando entre os dez mais votados do Estado. Sua chegada amplia a bancada petista na Assembleia.
André Puccinelli (MDB): ex-prefeito de Campo Grande e ex-governador de Mato Grosso do Sul, ingressa na composição estadual com 40.385 votos. Embora seja um dos nomes mais conhecidos da política local, chega à Assembleia após uma trajetória marcada principalmente por cargos no Executivo.
Também aparecem dois retornos importantes.
Ângelo Guerreiro (PSDB), ex-prefeito de Três Lagoas e ex-deputado estadual eleito em 2014, recebeu 37.628 votos.
Jerson Domingos (União Brasil), ex-presidente da Assembleia e ex-conselheiro do Tribunal de Contas, retorna ao cenário parlamentar depois de ter exercido cinco mandatos consecutivos na Casa.
O que muda na Assembleia?
O resultado reúne três movimentos políticos distintos: manutenção de deputados com sucessivos mandatos, entrada de lideranças municipais e retorno de antigos ocupantes de cargos no Legislativo e Executivo.
Também há uma mudança territorial relevante com a eleição de Odilon Ribeiro, de Aquidauana, e a presença de lideranças associadas a outros polos do interior, como Dourados e Três Lagoas.
A composição final das bancadas poderá influenciar a eleição da Mesa Diretora, a presidência das comissões permanentes e a distribuição das funções legislativas a partir de fevereiro de 2027.
Deputados federais: veja os oito eleitos e a votação nominal
A eleição federal apresenta uma característica inédita para Mato Grosso do Sul: quatro das oito cadeiras serão ocupadas por mulheres.
Camila Jara (PT) liderou a votação, seguida de Marcos Pollon (PL), Rose Modesto (União Brasil) e Mara Caseiro (PL).
| Deputado federal | Partido | Votos |
|---|---|---|
| Camila Jara | PT | 152.939 |
| Marcos Pollon | PL | 139.705 |
| Rose Modesto | União Brasil | 123.910 |
| Mara Caseiro | PL | 118.817 |
| Rodolfo Nogueira | PL | 102.963 |
| Beto Pereira | Republicanos | 77.244 |
| Isa Marcondes | Republicanos | 76.716 |
| Dagoberto Nogueira | PP | 55.522 |
Quatro mulheres e três mudanças na bancada federal
A composição anunciada reúne cinco deputados que permanecem na Câmara e três nomes que passam a ocupar vagas na legislatura seguinte.
Rose Modesto (União Brasil) retorna à Câmara Federal com 123.910 votos. Ela já exerceu mandato entre 2019 e 2023, além de ter sido vice-governadora, vereadora e superintendente da Sudeco.
Mara Caseiro (PL) deixa a Assembleia Legislativa para assumir mandato federal após receber 118.817 votos. Em 2022, havia sido a deputada estadual mais votada de Mato Grosso do Sul, com 49.512 votos.
Isa Marcondes (Republicanos) representa a chegada de uma parlamentar da Câmara Municipal de Dourados ao Congresso Nacional. Eleita vereadora em 2024, recebeu 76.716 votos na disputa federal de 2026.
Camila Jara, Rose Modesto, Mara Caseiro e Isa Marcondes formarão a representação feminina do Estado em Brasília.
A bancada terá ainda três integrantes do PL, dois do Republicanos e um representante de cada uma das seguintes legendas: PT, União Brasil e PP.
Avaliação: interior amplia presença e partidos reorganizam suas bancadas
Os números mostram que a eleição de 2026 não pode ser interpretada apenas pela renovação de nomes.
Na disputa estadual, lideranças que já ocuparam prefeituras, câmaras municipais e funções administrativas chegaram ou retornaram à Assembleia. Ao mesmo tempo, deputados com mandatos consecutivos mantiveram presença na composição anunciada.
Na eleição federal, a entrada de Mara Caseiro e Isa Marcondes representa uma mudança de esfera legislativa, enquanto Rose Modesto reassume um mandato que já exerceu anteriormente.
O avanço da representação feminina para quatro cadeiras é outra alteração objetiva na composição da bancada.
A partir de 2027, a nova correlação entre partidos terá efeitos sobre a organização interna das duas Casas, a formação de comissões e as articulações legislativas. A orientação das bancadas, entretanto, dependerá dos posicionamentos efetivamente adotados pelos parlamentares depois da posse.
