Banner TSE

Vereadora de Dourados e pré-candidato a deputado estadual gravaram vídeo na Rua Dorinha de Figueiredo e criticaram a situação do asfalto na Capital

A política, às vezes, cabe inteira dentro de um buraco no asfalto.

Foi esse o tom do vídeo publicado pela vereadora Isa Marcondes, de Dourados, durante passagem por Campo Grande ao lado de Bruno Ortiz. A gravação foi feita na Rua Dorinha de Figueiredo, na Capital, e mostrou uma sequência de buracos, remendos e dificuldades para motoristas que passavam pelo trecho.

A cena serviu de vitrine para uma crítica direta à gestão municipal de Campo Grande.

No vídeo, Isa ironizou a situação da rua e chamou o local de “ponto turístico de Campo Grande”.

“Só tem buraco. A gente contou uns 40 buracos na rua. Meu Deus”, afirmou a vereadora.

Ao lado dela, Bruno Ortiz questionou a força-tarefa anunciada pela Prefeitura para recuperação do asfalto.

“Cadê a força-tarefa que a prefeita falou de tapar buraco, que ia tapar mais de dois mil buracos no final de semana?”, disse.

A gravação mostra os dois caminhando pela via, apontando falhas no asfalto e comentando a situação da infraestrutura urbana. A crítica central foi a distância entre o anúncio de ações de tapa-buraco e a realidade encontrada na rua.

Fiscalização em formato de vídeo

O episódio também revela o estilo de atuação que Isa e Bruno têm explorado nas redes sociais: política feita na rua, com câmera aberta, linguagem direta e cobrança visual.

Isa, que é vereadora em Dourados e pré-candidata a deputada federal, deixou claro que não tem atribuição formal para fiscalizar Campo Grande, mas usou o vídeo para mostrar a situação da Capital.

“Aqui eu não posso fiscalizar, mas aqui eu posso mostrar a realidade para vocês nos meus vídeos, no meu Instagram”, disse.

A frase resume o método: transformar a imagem em denúncia pública.

Ao falar diretamente com os moradores da Capital, Isa reforçou que o problema atinge quem paga impostos e depende da cidade funcionando.

“Vocês aqui são pagadores dos impostos. Isso aqui é uma vergonha”, afirmou.

Bruno mira a gestão da Capital

Bruno Ortiz, pré-candidato a deputado estadual, adotou tom mais duro contra a administração municipal.

Para ele, a situação da rua simboliza um problema mais amplo de manutenção urbana em Campo Grande.

“Aqui tá feio. Descaso total. Todas as ruas esburacadas da cidade. Força-tarefa, força não sei o quê, que não tem nada”, declarou.

Em outro momento, ao comparar Campo Grande com Dourados, Bruno afirmou: “Lá vocês têm prefeito. Campo Grande não tem prefeito.”

A fala carrega forte carga política. Bruno tem construído sua imagem pública a partir de vídeos de fiscalização e críticas à gestão da Capital. No caso da Rua Dorinha de Figueiredo, a estratégia foi usar um problema concreto, visível e cotidiano para questionar a eficiência da Prefeitura.

Isa compara Campo Grande e Dourados

Mesmo criticando a situação da Capital, Isa fez uma comparação com Dourados e evitou atacar diretamente o prefeito da própria cidade.

“Dourados tá feia, mas o prefeito, graças a Deus, aos poucos está arrumando”, disse.

Ela também afirmou que, em Dourados, “não está faltando remédio”, numa tentativa de diferenciar os problemas enfrentados pelos dois municípios.

A fala é politicamente relevante porque Isa deixou recentemente a base do prefeito de Dourados, mas, no vídeo, optou por reconhecer avanços da gestão municipal em vez de fazer oposição automática.

Esse ponto ajuda a entender o posicionamento da vereadora: ela tenta se apresentar como uma voz de cobrança, mas sem se prender a uma lógica de ataque permanente.

Rua vira cenário de disputa eleitoral

A visita à Rua Dorinha de Figueiredo também tem leitura eleitoral.

Isa Marcondes busca ampliar sua presença para além de Dourados, mirando uma candidatura federal. Bruno Ortiz tenta consolidar seu nome em Campo Grande como fiscalizador da administração municipal e pré-candidato à Assembleia Legislativa.

Nesse contexto, o vídeo funciona em duas camadas.

Na primeira, mostra um problema real de infraestrutura urbana: uma rua esburacada, com risco para motoristas e incômodo para moradores.

Na segunda, projeta dois nomes em movimento no tabuleiro de 2026, usando a rua como espaço de comunicação direta com o eleitor.

É a política do chão. Literalmente.

Sem gabinete, sem sessão solene e sem discurso longo.

A imagem dos buracos vira argumento.

Cobrança simples, efeito forte

O vídeo ganha força porque trata de um tema que qualquer morador entende sem precisar de explicação técnica: rua esburacada, carro desviando, obra que não chega e promessa que parece não alcançar o bairro.

Quando Isa diz que “Campo Grande tá acabada”, ela não faz uma análise administrativa detalhada. Faz uma leitura de impacto, pensada para rede social.

Quando Bruno pergunta pela força-tarefa, ele mira a contradição entre anúncio oficial e experiência do cidadão.

É esse contraste que dá peso político ao vídeo.

A Prefeitura pode apresentar números, cronogramas e ações em andamento. Mas, para quem passa pela Rua Dorinha de Figueiredo, o dado que importa é mais simples: o buraco continua ali.

E, em ano de pré-campanha, cada buraco pode virar pauta, cobrança e narrativa.

Deixe uma resposta

Descubra mais sobre Notícias de Mato Grosso do Sul

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo