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Deputado do PSDB rebateu fala de Zeca na Assembleia e expôs contradição do petista ao atacar um grupo do qual também faz parte.

A sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul ganhou tom de confronto depois que o deputado Zeca do PT criticou a chamada “fazendeirada” em plenário. A fala, que já teria peso por si só em um Estado marcado pela força do agronegócio, acabou virando contra o próprio autor.

A reação veio do deputado Zé Teixeira (PSDB), que pediu a palavra e lembrou um detalhe incômodo para o discurso do petista: Zeca também é fazendeiro. Segundo Zé Teixeira, o deputado possui propriedade rural em Dois Irmãos do Buriti.

Foi aí que o debate mudou de eixo.

O problema deixou de ser apenas a crítica feita aos produtores rurais. Passou a ser a contradição de um parlamentar que ataca a “fazendeirada” ao mesmo tempo em que integra esse mesmo universo.

A fala bateu no alvo errado

Homem de terno listrado segurando um papel e falando em um microfone, com um colega ao fundo.

Quando Zeca usou a expressão em tom crítico, a intenção era clara: marcar posição política contra um grupo que costuma ser associado a poder econômico e influência no Estado.

Mas o efeito da fala foi outro.

Ao ser lembrado de que também é fazendeiro, o deputado viu o discurso perder força no mesmo instante. A crítica deixou de soar como enfrentamento político e passou a carregar cheiro de incoerência.

Na prática, o ataque voltou para o próprio autor.

Zé Teixeira mirou na contradição

Político discursando em uma assembleia legislativa, gesticulando enquanto fala ao microfone.

Zé Teixeira não precisou fazer discurso longo. Bastou lembrar o fato essencial.

Se Zeca critica a fazendeirada, também precisa lidar com o fato de que ele próprio tem fazenda.

Foi esse o ponto que deu peso à resposta. Não se tratou apenas de uma provocação entre adversários. Foi uma resposta cirúrgica, porque atingiu exatamente a distância entre o discurso e a realidade pessoal do parlamentar.

Em plenário, esse tipo de contradição costuma ter efeito imediato. Gera reação, comentário, ruído e desgaste.

O episódio expõe mais que um bate-boca

O caso revela um traço recorrente da política: o discurso ideológico funciona até encontrar a biografia de quem fala.

No momento em que Zé Teixeira puxou para o centro do debate o fato de Zeca ser fazendeiro em Dois Irmãos do Buriti, a crítica perdeu a pose de enfrentamento e ganhou cara de discurso seletivo.

E esse costuma ser o pior tipo de desgaste político.

Porque não nasce da fala do adversário apenas. Nasce da incompatibilidade entre o que o parlamentar diz e o que ele é.

Em Mato Grosso do Sul, isso pesa mais

Em um Estado como Mato Grosso do Sul, essa contradição tem peso ainda maior. Aqui, terra, produção rural e agronegócio não são tema periférico. São parte do centro nervoso da economia e da política.

Por isso, quando um deputado ataca a “fazendeirada” e é lembrado de que também é fazendeiro, o plenário entende rápido o tamanho da inconsistência.

Não é uma contradição abstrata. É concreta. Tem nome, tem local e tem repercussão.

O que ficou da sessão

No fim, a sessão não ficou marcada apenas pela crítica de Zeca ao setor rural.

Ficou marcada, sobretudo, pela resposta que desmontou o discurso no ato.

Ao lembrar que o petista também é fazendeiro em Dois Irmãos do Buriti, Zé Teixeira expôs o ponto mais sensível do debate: fica difícil atacar a fazendeirada quando se faz parte dela.

Fotos ALEMS

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By Notas e Notícias MS | Redação

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