Ausência simultânea de Riedel, Barbosinha e Gerson Claro transfere temporariamente o Executivo ao presidente do TJMS; retorno está previsto para sábado (7).
A licença simultânea das três primeiras autoridades da linha de sucessão mudou temporariamente o comando de Mato Grosso do Sul. Desde domingo (1º), o desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), exerce a chefia do Executivo estadual. A substituição está prevista até sexta-feira (6).
O governador Eduardo Riedel (PP) e o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), comunicaram afastamento do exercício de suas funções entre 1º e 6 de novembro. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP), também informou que estaria ausente no período. O retorno dos três está previsto para sábado (7).
Os comunicados foram formalizados antes da troca de comando. Segundo o JD1 Notícias, o ofício de Riedel à Assembleia foi datado de 27 de outubro, enquanto Gerson Claro comunicou sua ausência em documento de 28 de outubro.
Não se trata de mudança definitiva de governo. O artigo 87 da Constituição de Mato Grosso do Sul determina que, na ausência ou impedimento do governador e do vice, sejam chamados sucessivamente o presidente da Assembleia Legislativa e o presidente do Tribunal de Justiça. Com Gerson Claro também afastado, a substituição chegou a Pavan.
O desembargador afirmou que pretende manter o funcionamento da administração e preservar o planejamento do governo titular durante o período. A substituição, portanto, não representa uma nova orientação política para o Executivo.
Nos bastidores, o afastamento ocorre após a eleição de outubro, na qual Riedel conquistou novo mandato. O Campo Grande News informou que Riedel e Gerson Claro tinham uma pescaria programada com amigos no Pantanal, em grupo que incluía o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) e o secretário estadual de Governo, Rodrigo Perez. A informação se refere à programação do encontro; sua realização não foi confirmada de forma independente por esta reportagem.
O que está em jogo
O episódio evidencia a importância da ordem constitucional de substituição. Embora reúna autoridades de diferentes Poderes e ocorra no período de reorganização política após as eleições, não há elementos que permitam atribuir à licença uma negociação de cargos ou decisões sobre a futura composição da Assembleia. A escolha da Mesa Diretora de 2027 seguirá seu próprio processo político e legislativo.
Foto de arquivo (2011): Rodrigo Santos/Wikimedia Commons, CC BY 3.0. Imagem original da Governadoria de Mato Grosso do Sul. Não retrata a substituição temporária.

