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Frascos de vidro com óleo de soja, em fotografia ilustrativa de arquivoÓleo de soja em fotografia ilustrativa de arquivo (2007). Crédito: United Soybean Board/Wikimedia Commons. Licença CC BY 2.0. Foto não retrata produção em Mato Grosso do Sul. Original: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Soybean_Oil_(10059657806).jpg. Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/

Receita de US$ 654,3 milhões até setembro é puxada por derivados da soja. Índia e Holanda lideram as compras externas.

As exportações de óleos vegetais e produtos resultantes de sua extração cresceram 49% em Mato Grosso do Sul entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 654,3 milhões, segundo levantamento do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), divulgado em 20 de outubro.

O avanço supera o crescimento de 6% registrado pelo conjunto das exportações industriais do Estado no período. A indústria sul-mato-grossense vendeu US$ 6,14 bilhões ao exterior nos nove primeiros meses do ano, maior valor da série histórica para esse intervalo.

Derivados da soja lideram

Dentro do grupo de óleos vegetais e produtos da extração, os bagaços e resíduos da produção de óleo de soja responderam por 42% das vendas, com US$ 271,9 milhões. O óleo bruto de soja representou 24%, ou US$ 157,1 milhões. Farinhas e pellets derivados da extração do óleo de soja somaram outros US$ 144,3 milhões, equivalentes a 22%.

A Índia foi o principal destino comercial desse grupo, com compras de US$ 142,6 milhões, ou 22% do total. Na sequência aparecem Holanda, com US$ 101,2 milhões, Dinamarca, com US$ 54,2 milhões, e Indonésia, com US$ 51,4 milhões.

Agregação de valor

Os números evidenciam o peso da transformação industrial da produção agrícola na pauta exportadora estadual. Em vez de comercializar somente o grão, o processamento permite vender óleo, farelo e outros derivados para diferentes mercados. O crescimento da receita externa, porém, não equivale automaticamente a aumento de lucro, produção física ou geração de empregos, indicadores que exigem dados próprios.

O contraste entre os segmentos também chama atenção. Enquanto o grupo de óleos vegetais cresceu 49%, o complexo frigorífico avançou 24%, a celulose e o papel cresceram 2% e o segmento de açúcar e álcool recuou 39% em receita exportada. Os percentuais comparam janeiro a setembro de 2026 com igual período de 2025.

Fonte dos dados: Observatório da Indústria do Sistema Fiems, balanço divulgado em 20 de outubro de 2026. Imagem de arquivo de 2007: United Soybean Board/Wikimedia Commons, CC BY 2.0. Foto ilustrativa, sem relação com uma unidade industrial específica de MS.

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