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Diferença de 21 pontos percentuais entre as regiões expõe ritmos distintos da semeadura da safra 2026/2027; excesso de umidade paralisou máquinas em parte do Estado.

A soja já ocupa 32% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul na safra 2026/2027, o equivalente a aproximadamente 1,5 milhão de hectares. O avanço, porém, não é uniforme: enquanto a região Sul chegou a 39,7% da área prevista, o Norte alcançou 18,7%. A diferença é de 21 pontos percentuais, segundo levantamento do projeto SIGA-MS divulgado pela Aprosoja/MS em 21 de outubro.

Na região Centro, o índice de semeadura está em 21%. Assim, o Sul apresenta ritmo superior ao dobro do registrado no Norte, embora o percentual estadual esteja 1,1 ponto percentual à frente do observado no mesmo período da safra anterior.

Chuva interrompe operações

O levantamento informa que a alta umidade do solo paralisou o plantio durante boa parte da semana analisada. Houve registros localizados de chuva, vento e granizo de baixa intensidade em Ivinhema, Angélica, Caarapó e pontos do Nordeste do Estado. Nas áreas monitoradas, os danos às folhas das plantas recém-emergidas foram pequenos e não exigiram replantio, de acordo com a associação.

O monitoramento também identificou rompimento de curvas de nível, enxurradas e início de erosão, sobretudo em solos arenosos e mistos. Nas regiões Oeste, Sudoeste e Sul-Fronteira, foram observadas pragas iniciais, entre elas caramujo, vaquinha e cascudinho-da-soja. O Sudoeste também registrou mancha olho-de-rã.

Área maior, produtividade sob atenção

A projeção inicial da Aprosoja/MS para a safra 2026/2027 é de 4,874 milhões de hectares cultivados, 5,5% acima da área do ciclo anterior. A estimativa divulgada em setembro apontava produção de 15,331 milhões de toneladas e produtividade média de 52,4 sacas por hectare. São projeções, não resultados de colheita, e dependem do desenvolvimento das lavouras.

O contraste entre as regiões mostra por que o percentual médio do Estado, isoladamente, não descreve a situação de todas as propriedades. O calendário de plantio depende das condições locais do solo e das chuvas, enquanto erosão e pressão de pragas exigem acompanhamento técnico ao longo do ciclo.

O que acompanhar

Os próximos boletins do SIGA-MS permitirão verificar se o Norte reduz a diferença em relação ao Sul e se a umidade continuará limitando as operações. O dado de 32% retrata o período monitorado pela Aprosoja/MS e não deve ser interpretado como percentual atualizado em tempo real neste domingo (25).

Foto ilustrativa de arquivo: colheita de soja em Mato Grosso do Sul. Crédito: Álvaro Rezende/Secom-MS.

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