Dois integrantes do Tribunal Superior Eleitoral disseram ao SBT News que a anulação do segundo turno presidencial está descartada, apesar da tensão provocada pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário de votação neste domingo (25).
A informação foi publicada às 21h49 pela jornalista Carla Araújo, do SBT News. Segundo a reportagem, ministros do TSE realizaram uma reunião de emergência para discutir a resposta institucional à prorrogação. Um dos magistrados descreveu o ambiente interno como de constrangimento diante da decisão do STF.
Reunião após decisão do STF
A determinação inicial de Zanin estendeu a votação até as 19h, pelo horário de Brasília, quando parte das seções eleitorais já havia encerrado os trabalhos às 17h. A medida provocou dúvidas sobre a possibilidade de reabrir urnas e sobre o procedimento de totalização dos votos.
De acordo com o SBT News, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, procurou Zanin para explicar as dificuldades técnicas e solicitar um ajuste na ordem. A decisão foi posteriormente esclarecida: a votação prosseguiria somente nas seções em que as urnas ainda não haviam sido fechadas.
Em comunicado oficial divulgado às 18h44, o TSE informou que retomaria o recebimento dos boletins de urna, a totalização dos votos e a divulgação dos resultados após as 19h. A nota não anunciou anulação nem registrou deliberação formal do plenário sobre essa hipótese.
O que significa descartar a anulação?
A afirmação de que a anulação está descartada foi atribuída pelo SBT News a dois ministros ouvidos pela coluna. Ela expressa a posição relatada desses integrantes do tribunal, mas não equivale a uma decisão colegiada formal ou a um julgamento de eventual pedido futuro.
A distinção é importante porque a confusão gerada pela prorrogação abriu espaço para discussões jurídicas sobre o tratamento dado a eleitores de seções já encerradas e daqueles que ainda puderam votar. Especialistas ouvidos pelo Estadão apontaram que questionamentos são possíveis, mas que a anulação não decorre automaticamente do episódio.
Crise exige esclarecimentos
A divergência entre o horário da decisão judicial e o encerramento operacional das urnas colocou em evidência um problema de coordenação entre as instâncias do Judiciário. Para preservar a confiança no resultado, é essencial esclarecer quais seções permaneceram abertas, quais já haviam encerrado a votação e como foram executadas as orientações oficiais.
Até o momento das informações consultadas, não há anúncio oficial de anulação do pleito. O relato sobre a posição dos ministros, divulgado pelo SBT News, indica resistência interna a essa possibilidade, enquanto o comunicado do TSE confirma a continuidade da totalização dos votos.
Foto: Antonio Augusto/TSE (imagem de arquivo).
