Atual prefeito e dois ex-prefeitos colocam diferenças locais em segundo plano e formam uma frente política capaz de transformar Maracaju em uma das principais fortalezas eleitorais do ex-governador
Reinaldo Azambuja conseguiu reunir, em uma mesma fotografia, praticamente toda a força política que comandou Maracaju nas últimas duas décadas.
De um lado, o atual prefeito Marcos Calderan. Do outro, os ex-prefeitos Maurílio Azambuja e Celso Vargas. Juntos, os três representam todos os governos municipais desde 2005. São lideranças com histórias próprias, grupos distintos, influência acumulada e presença real na política local. (Maracaju Em Foco)
A reunião foi articulada por Édio Antônio. Mas o centro político capaz de colocar os três na mesma direção foi Reinaldo Azambuja.
Esse é o ponto que torna a cena maior do que uma simples declaração de apoio.
Reinaldo não está apenas conquistando aliados. Está reunindo estruturas políticas que, em diferentes momentos, ocuparam o mesmo espaço de poder, construíram seus próprios grupos e disputaram influência dentro do município.
Ao fazer com que Calderan, Maurílio e Celso trabalhem pelo mesmo projeto, o ex-governador demonstra uma capacidade de articulação que poucos nomes da política estadual possuem.

Reinaldo é o ponto de encontro
Maracaju não é apenas mais uma cidade no mapa eleitoral de Reinaldo Azambuja.
Foi no município que ele construiu sua base política, presidiu o Sindicato Rural, governou a Prefeitura por dois mandatos e iniciou a trajetória que o levou à Assembleia Legislativa, à Câmara dos Deputados e ao Governo de Mato Grosso do Sul.
Agora, ao disputar uma vaga no Senado, Reinaldo retorna politicamente ao lugar onde sua carreira ganhou força.
A diferença é que ele não volta sozinho.
Volta cercado pelo atual prefeito, por dois ex-prefeitos, pelo presidente da Câmara, por vereadores, secretários e lideranças de diferentes segmentos. O encontro reuniu esse conjunto em torno da campanha de Reinaldo ao Senado e da reeleição do governador Eduardo Riedel. (Maracaju Em Foco)
A força do ex-governador não está apenas em convocar uma reunião. Está em fazer com que lideranças com projetos próprios aceitem adiar diferenças e trabalhar pelo mesmo resultado.
É uma demonstração de centralidade política.
Reinaldo aparece, neste momento, como o nome capaz de organizar o campo político de Maracaju sem exigir que cada liderança abandone sua identidade.
Ele não elimina os grupos. Ele os coloca para caminhar na mesma direção.

Marcos Calderan será o comandante da operação
Entre os três prefeitos, Marcos Calderan deverá exercer o papel mais visível e operacional.
Como atual chefe do Executivo, ele possui contato permanente com vereadores, lideranças comunitárias, empresários, produtores e representantes de diferentes setores da sociedade.
Calderan também reúne condições políticas para coordenar agendas, organizar mobilizações e manter o grupo concentrado nas eleições estaduais, evitando que a sucessão municipal de 2028 antecipe conflitos dentro da base.
A tendência é que ele assuma a linha de frente da campanha em Maracaju.
Será o responsável por transformar o acordo político em organização, presença nas ruas, reuniões, agendas e mobilização de lideranças.
Sua participação também carrega um interesse objetivo. A eleição de Reinaldo para o Senado e a reeleição de Eduardo Riedel preservariam a conexão política entre o município, o Governo do Estado e a futura representação de Mato Grosso do Sul em Brasília.
Calderan já declarou que o alinhamento é necessário para manter obras, investimentos e ações destinadas ao município. Também deverá assumir a coordenação política local do grupo. (Maracaju Em Foco)
Por isso, sua atuação deverá ser disciplinada, intensa e pública.
Calderan organiza.

Maurílio Azambuja levará experiência e memória política
Maurílio Azambuja representa outra camada da força eleitoral de Maracaju.
Com três mandatos como prefeito, ele construiu uma extensa rede de relações políticas e pessoais. Mesmo fora da Prefeitura, mantém reconhecimento e capacidade de diálogo com eleitores que acompanharam suas administrações.
Sua função não deverá ser comandar a campanha. Será mobilizar uma base histórica.
Maurílio pode atuar na aproximação de antigos aliados, lideranças tradicionais e pessoas que talvez não estejam diretamente vinculadas à atual gestão municipal, mas mantêm relação política ou pessoal com o ex-prefeito.
Sua presença também transmite uma mensagem importante: o apoio a Reinaldo não pertence apenas ao grupo que atualmente governa Maracaju.
Ao aparecer ao lado de Calderan, Maurílio amplia o tamanho político da aliança e mostra que o projeto para o Senado ultrapassa os limites da administração atual.
Durante a reunião, ele defendeu que a união das lideranças ajudaria a manter Maracaju como prioridade nos investimentos estaduais e federais. (Tudo Dom’s)
Maurílio mobiliza.

Celso Vargas será a ponte com outros grupos
Celso Vargas terá uma função diferente.
Por possuir trajetória própria e não estar diretamente subordinado à atual administração, sua adesão ajuda a dar amplitude ao movimento.
Celso pode funcionar como uma ponte com setores que não se identificam integralmente com Calderan ou Maurílio, mas reconhecem sua liderança e sua passagem pela Prefeitura.
Sua presença impede que a campanha de Reinaldo seja apresentada como um projeto restrito a apenas um grupo político local.
Ao defender publicamente a continuidade do projeto, Celso sinaliza que os resultados administrativos e a relação de Maracaju com os governos de Reinaldo e Riedel devem se sobrepor às disputas pessoais ou partidárias. (Tudo Dom’s)
A tendência é que mantenha participação ativa, mas preserve sua identidade política.
Esse comportamento pode ser positivo para a campanha. Reinaldo não precisa que todos os aliados pareçam iguais. Precisa que cada um converse com sua própria base.
Celso amplia.
A união fortalece uma candidatura que já começa competitiva
O movimento de Maracaju ocorre em um momento favorável ao ex-governador.
Pesquisa Novo Ibrape realizada entre os dias 20 e 25 de maio mostrou Reinaldo na liderança da disputa pelo Senado, com 22,3% das intenções de voto no cenário em que aparece Capitão Contar. O levantamento ouviu mil eleitores, possui margem de erro de 3,1 pontos percentuais e foi registrado na Justiça Eleitoral. (Campo Grande News)
Pesquisa representa apenas o momento em que foi realizada. Mas a liderança ajuda Reinaldo a atrair apoios, consolidar alianças municipais e apresentar sua candidatura como um projeto eleitoralmente viável.
Em Maracaju, o apoio possui um significado ainda maior.
A cidade reúne sua origem política, parte de sua história pública e uma conexão direta com os governos que comandaram Mato Grosso do Sul nos últimos anos.
A missão do grupo será transformar essa relação histórica em votos.

Uma fotografia que vale mais do que um discurso
A união entre Calderan, Maurílio e Celso não significa que as diferenças desapareceram.
Significa que Reinaldo conseguiu construir um projeto grande o suficiente para colocá-las temporariamente em segundo plano.
Esse é o verdadeiro peso político da reunião.
O ex-governador conseguiu reunir o presente e o passado administrativo de Maracaju em torno de sua candidatura. Colocou na mesma frente quem governa, quem já governou e quem ainda mantém influência sobre parcelas importantes do eleitorado.
Agora, cada liderança deverá cumprir uma função.
Marcos Calderan organiza a estrutura política.
Maurílio Azambuja mobiliza sua rede histórica.
Celso Vargas amplia o diálogo com outros grupos.
E Reinaldo Azambuja centraliza todas essas forças em torno de um único objetivo: sair de Maracaju com uma das maiores votações proporcionais de sua campanha ao Senado.

