Recurso viabilizado pela senadora vai fortalecer o Movimento Cultural da Feira Central, com Arraiá da Copa, Parada Nerd e Festival do Sobá entre junho e agosto
A Feira Central de Campo Grande vai receber um reforço de R$ 1 milhão para ampliar sua programação cultural, gastronômica e turística entre junho e agosto de 2026. O recurso foi viabilizado pela senadora Soraya Thronicke, por meio do Ministério do Turismo, e será destinado ao Movimento Cultural da Feira Central, iniciativa que reúne eventos gratuitos e de grande impacto econômico para Mato Grosso do Sul.
O investimento foi anunciado nesta quinta-feira (28) e deve permitir a ampliação da estrutura dos eventos, a contratação de atrações nacionais e o fortalecimento de uma das áreas mais simbólicas da Capital. Mais do que um ponto tradicional de gastronomia, a Feira Central se consolidou como espaço de convivência, turismo, cultura popular e geração de renda.

A programação começa em junho com o Arraiá da Copa, evento que vai unir festas juninas à transmissão dos jogos da Copa do Mundo em telões de alta qualidade. A proposta é transformar a Feira em um ponto de encontro para famílias e torcedores, com acesso gratuito.
Entre os dias 5 e 9 de agosto, será realizada a 19ª edição do Festival do Sobá, principal vitrine gastronômica da Feira Central e um dos eventos culturais mais conhecidos de Mato Grosso do Sul. Neste ano, o festival contará com duas atrações musicais nacionais e tem expectativa de público recorde.
O impacto vai além da agenda cultural. O Festival do Sobá movimenta diretamente cerca de 120 estabelecimentos, além de fornecedores, produtores e prestadores de serviço. A estimativa é de geração de mais de 500 empregos diretos e indiretos. Nos dias dos grandes shows, a expectativa é reunir aproximadamente 100 mil pessoas na Feira Central.
O sobá, prato trazido por imigrantes japoneses e adaptado ao paladar regional, tornou-se patrimônio afetivo de Campo Grande e um dos símbolos da identidade sul-mato-grossense. Ao longo dos anos, ajudou a transformar a Feira Central em cartão-postal da Capital e referência em gastronomia regional.
A programação também terá a tradicional Parada Nerd, evento voltado à cultura geek e pop, com público ligado a anime, k-pop, cosplay, games e cultura oriental. A presença da Parada dentro do Movimento Cultural amplia o alcance da Feira e aproxima diferentes gerações em um mesmo espaço.
Para Soraya Thronicke, investir na Feira Central significa fortalecer uma cadeia que une tradição, turismo, emprego e identidade regional.
“A Feira Central representa a alma cultural de Campo Grande. É um espaço onde tradição, gastronomia, convivência e geração de renda caminham juntas. Esse investimento fortalece toda uma cadeia cultural e econômica que movimenta empregos, valoriza artistas, fomenta o turismo e preserva a nossa identidade regional. A Feira Central é um patrimônio vivo de Mato Grosso do Sul”, destacou.
A presidente da Associação da Feira Central, Alvira Appel, afirmou que os recursos chegam em um momento importante para ampliar a estrutura dos eventos e fortalecer a programação cultural da Capital.
“Esse investimento representa um divisor de águas para a Feira Central. Estamos falando de cultura, turismo, lazer e desenvolvimento econômico acontecendo ao mesmo tempo. São milhares de pessoas circulando, centenas de famílias beneficiadas e uma cadeia inteira sendo fortalecida. A Feira é um espaço de encontro, tradição e pertencimento, e esse apoio permite que tudo isso cresça ainda mais”, afirmou.
Fundada oficialmente em 1925, quando ainda era conhecida como Praça do Mercado, a Feira Central atravessou décadas como um dos principais símbolos culturais de Campo Grande. O atual complexo foi inaugurado em dezembro de 2005 e reúne gastronomia, música, cultura popular, turismo e convivência familiar.
A destinação do recurso reforça a importância da cultura como eixo de desenvolvimento econômico. Eventos como o Festival do Sobá, o Arraiá da Copa e a Parada Nerd não movimentam apenas o público. Eles ativam pequenos negócios, fortalecem trabalhadores, atraem visitantes, geram renda e ampliam a visibilidade da Capital.
Com o investimento, a Feira Central ganha fôlego para ampliar sua programação e consolidar ainda mais seu papel como um dos principais patrimônios culturais de Mato Grosso do Sul. Mais do que preservar uma tradição, a iniciativa aposta na cultura como motor de turismo, pertencimento e economia criativa.

