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Pesquisa mostra PL com chance de maior bancada, União Brasil/PP forte, PSDB vivo, PT competitivo e mais de 65% dos eleitores ainda sem nome definido para deputado estadual

A disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul começa a mostrar seus primeiros contornos, mas ainda está longe de ter resultado previsível. Pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência aponta um cenário altamente pulverizado, com nomes conhecidos liderando dentro de seus partidos e federações, mas com mais de 65% dos eleitores ainda sem definição.

O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 5 de junho, com 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, em 30 municípios de Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob os números MS-06874/2026 e BR-03768/2026.

O dado mais importante da pesquisa não está apenas nos nomes que aparecem à frente. Está no tamanho da indefinição. Segundo o levantamento, 30,45% dos eleitores disseram que votariam em branco ou nulo para deputado estadual, enquanto 35% não sabem ou não responderam.

Na prática, dois terços do eleitorado ainda não escolheram nome para a Assembleia.

Isso significa que a disputa proporcional está aberta. E, nesse tipo de eleição, não basta aparecer bem individualmente. O candidato precisa estar em uma chapa forte, ajudar o partido ou federação a atingir quociente, disputar bem dentro da própria lista e sobreviver à matemática das sobras.

A pesquisa mostra o PL com possibilidade de eleger a maior bancada, entre seis e sete deputados estaduais. Na Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, a estimativa é de cinco a seis cadeiras. PSDB/Cidadania e PT/PV/PCdoB aparecem com chance de três a quatro vagas cada. Republicanos e Avante podem eleger de duas a três cadeiras, enquanto o MDB aparece com possibilidade de uma a duas vagas.

Quatro homens em pé, formando um grupo, sorrindo e conversando em um ambiente externo. Os homens usam trajes formais e estão próximos um do outro.

Paulo Correa, Gerson Claro, Caravina e Zeca do PT

Principais nomes citados para deputado estadual

NomePartido/FederaçãoPercentualSituação no grupo
Gerson ClaroUnião Brasil/PP2,20%Lidera a federação
Paulo CorrêaPL1,80%Lidera o PL
Coronel DavidPL1,50%Segundo no PL
Márcio FernandesPL1,45%Disputa no bloco forte do PL
Lucas de LimaPL1,40%Próximo dos líderes do partido
Pedro CaravinaPSDB/Cidadania1,35%Lidera a federação
Jamilson NameUnião Brasil/PP1,30%Segundo na federação governista
Paulo DuartePSDB/Cidadania1,25%Disputa forte no PSDB
Marco SantulloUnião Brasil/PP1,20%Terceiro na federação
Silvio PitúPSDB/Cidadania1,15%Nome competitivo no grupo
Odilon RibeiroPL1,10%Entre os mais citados do PL
Flávio Cabo AlmiPSDB/Cidadania1,00%Fecha o bloco forte da federação
Pedro Pedrossian NetoRepublicanos0,90%Lidera o partido
André PuccinelliMDB0,85%Principal nome do MDB
Zé TeixeiraPL0,75%Nome tradicional no PL
Professor RinaldoUnião Brasil/PP0,70%Disputa espaço na federação
Lídio LopesAvante0,70%Lidera o Avante
Dr. Ruy CostaAvante0,65%Colado na liderança do partido
Marcelo MirandaUnião Brasil/PP0,65%Nome competitivo no bloco
Ana PortelaPL0,60%Aparece na lista do PL
Zeca do PTPT/PV/PCdoB0,55%Lidera a federação de esquerda
Tiago BotelhoPT/PV/PCdoB0,50%Segundo na federação
Sargento PratesPL0,50%Empatado no bloco intermediário
André SalineiroPL0,50%Empatado no bloco intermediário

No PL, Paulo Corrêa aparece em primeiro, com 1,8%. Em seguida vêm Coronel David, com 1,5%, Márcio Fernandes, com 1,45%, Lucas de Lima, com 1,40%, e Odilon Ribeiro, com 1,10%.

A força do PL está na quantidade de nomes competitivos. O partido chega com parlamentares de mandato, lideranças regionais, nomes conservadores e uma estrutura fortalecida pela reorganização da direita em Mato Grosso do Sul. A estimativa de seis a sete cadeiras coloca o PL como possível maior bancada da próxima legislatura.

Mas essa força também aumenta a disputa interna. Paulo Corrêa, Coronel David, Márcio Fernandes e Lucas de Lima aparecem muito próximos. Uma diferença pequena de votos pode mudar a ordem de entrada e deixar candidatos fortes em situação de risco.

Na Federação União Progressista, Gerson Claro lidera com 2,20%, o maior percentual individual entre os nomes citados para deputado estadual. Jamilson Name aparece com 1,30%, Marco Santullo com 1,20%, Professor Rinaldo com 0,70% e Marcelo Miranda com 0,65%.

A federação formada por União Brasil e PP aparece como o outro grande polo da disputa. Com chance de eleger de cinco a seis deputados estaduais, o bloco combina estrutura governista, nomes com mandato, articulação no interior e força partidária.

Gerson Claro sai na frente não apenas pelos números, mas pelo peso institucional. Presidente da Assembleia Legislativa, ele aparece como um dos nomes mais consolidados dentro do campo governista. Jamilson Name e Marco Santullo também mostram densidade, o que indica uma chapa com mais de um nome competitivo.

O PSDB/Cidadania aparece vivo na disputa, apesar da perda de protagonismo do PSDB no comando da política estadual. Pedro Caravina lidera a federação, com 1,35%, seguido por Paulo Duarte, com 1,25%, Silvio Pitú, com 1,15%, e Flávio Cabo Almi, com 1%.

A estimativa de três a quatro cadeiras mostra que o partido ainda tem força na eleição proporcional. O PSDB pode ter perdido centralidade na disputa majoritária, mas tenta preservar espaço real na Assembleia.

Esse ponto é importante. Em 2026, a sobrevivência de muitos partidos não será medida apenas pela eleição ao governo ou ao Senado, mas pela capacidade de manter bancada. E, nesse aspecto, o PSDB ainda aparece competitivo.

Na Federação PT/PV/PCdoB, Zeca do PT lidera com 0,55%, seguido por Tiago Botelho, com 0,50%. Depois aparecem Gleice Jane, com 0,25%, Pedro Kemp, Luiza Ribeiro e Josenildo Ceará, todos com 0,20%.

Embora os percentuais individuais sejam menores, a federação aparece com possibilidade de eleger de três a quatro deputados estaduais. Isso mostra que a esquerda depende menos de um puxador isolado e mais da soma da chapa, da militância organizada e da fidelidade de base.

Zeca e Tiago Botelho largam à frente dentro do grupo. Gleice Jane, Pedro Kemp e Luiza Ribeiro entram como nomes relevantes na disputa interna por vagas. A tendência é de uma eleição em que o campo progressista tente manter presença na Assembleia mesmo em um Estado com forte inclinação à direita.

No Republicanos, Pedro Pedrossian Neto lidera com 0,90%. Antonio Vaz aparece com 0,30%, Herculano Borges com 0,20% e Alessandra Alencar com 0,15%. O partido tem possibilidade de eleger de duas a três cadeiras.

Pedro Pedrossian Neto aparece isolado como principal nome do Republicanos para a Assembleia. A dúvida é quem terá força para acompanhá-lo na chapa e se o partido conseguirá transformar estrutura em segunda ou terceira cadeira.

No Avante, Lídio Lopes lidera com 0,70%, praticamente empatado com Dr. Ruy Costa, que aparece com 0,65%. Rogério Rohr, Glaucia Iunes e Aurélio Bonatto aparecem com 0,35% cada. O partido também aparece com chance de eleger de duas a três cadeiras.

A disputa no Avante é uma das mais equilibradas. Lídio e Ruy Costa largam próximos, enquanto outros nomes tentam formar uma segunda linha capaz de ajudar o partido na soma geral de votos.

No MDB, André Puccinelli aparece em primeiro, com 0,85%. Junior Mochi vem depois, com 0,25%, seguido por Rhaíza Mattos, com 0,20%. O partido tem possibilidade de eleger de uma a duas cadeiras.

A presença de Puccinelli chama atenção pelo recall. Ex-governador, ele ainda é um nome conhecido no Estado e pode funcionar como puxador de votos para tentar reorganizar o MDB na Assembleia. A pergunta é se o partido terá fôlego para fazer apenas uma vaga ou se conseguirá brigar pela segunda.

Bancadas possíveis, segundo a pesquisa

Partido/FederaçãoPossibilidade de cadeiras
PL6 a 7
União Brasil/PP5 a 6
PT/PV/PCdoB3 a 4
PSDB/Cidadania3 a 4
Republicanos2 a 3
Avante2 a 3
MDB1 a 2

A leitura geral aponta para uma Assembleia com forte presença da direita e da centro-direita. PL e União Brasil/PP aparecem como os blocos mais fortes e podem concentrar a maior parte da futura base governista.

Mas a pesquisa também mostra que a disputa ainda não está fechada. A combinação de muitos nomes próximos, alto índice de indefinição e dependência da matemática proporcional torna a eleição para deputado estadual uma das mais imprevisíveis do processo eleitoral.

A disputa para deputado federal segue a mesma lógica.

No levantamento do Ranking para a Câmara dos Deputados, a Federação União Progressista aparece com Rose Modesto em primeiro, com 3%, seguida por Dr. Luiz Ovando, com 1,4%, Geraldo Resende, com 1,2%, e Dagoberto Nogueira, com 0,9%. A federação tem probabilidade de eleger de dois a três deputados federais.

No PL, Mara Caseiro lidera com 1,8%, seguida por Capitão Contar, com 1,7%, Marcos Pollon, com 1,6%, e Rodolfo Nogueira, com 1,5%. O partido também aparece com chance de duas a três vagas.

Na Federação PT/PV/PCdoB, Vander Loubet aparece com 2%, Camila Jara com 1,9% e Marquinhos Trad com 1,3%. A possibilidade é de uma a duas vagas.

No Republicanos, Jaime Verruck lidera com 0,8%, seguido por Beto Pereira, com 0,7%, e Roberto Hashioka, com 0,60%. O partido aparece com possibilidade de uma a duas cadeiras. Já o PSDB/Cidadania tem Professor Juari em primeiro, com 1%, e chance de eleger uma vaga.

Grupo de pessoas em um evento ou reunião, com diversas expressões e posturas, algumas usando roupas formais e outras com camiseta da seleção brasileira.

Principais nomes citados para deputado federal

NomePartido/FederaçãoPercentualSituação
Rose ModestoUnião Brasil/PP3,00%Lidera a federação
Vander LoubetPT/PV/PCdoB2,00%Lidera a federação
Camila JaraPT/PV/PCdoB1,90%Disputa vaga forte na esquerda
Mara CaseiroPL1,80%Lidera o PL
Capitão ContarPL1,70%Nome competitivo no PL
Marcos PollonPL1,60%Disputa espaço no campo bolsonarista
Rodolfo NogueiraPL1,50%Nome de mandato no PL
Dr. Luiz OvandoUnião Brasil/PP1,40%Segundo na federação
Marquinhos TradPT/PV/PCdoB1,30%Disputa segunda vaga da federação
Geraldo ResendeUnião Brasil/PP1,20%Nome competitivo no bloco
Professor JuariPSDB/Cidadania1,00%Lidera a federação
Dagoberto NogueiraUnião Brasil/PP0,90%Disputa na federação
Jaime VerruckRepublicanos0,80%Lidera o partido
Beto PereiraRepublicanos0,70%Disputa no Republicanos
Roberto HashiokaRepublicanos0,60%Nome competitivo no partido
André MatsushitaUnião Brasil/PP0,55%Nome de nicho na federação

O quadro federal mostra que a briga pelas oito vagas de Mato Grosso do Sul na Câmara também está longe de ser simples. União Brasil/PP e PL aparecem como blocos mais fortes, mas PT/PV/PCdoB, Republicanos e PSDB/Cidadania podem interferir diretamente na distribuição final das cadeiras.

A eleição para deputado federal será decidida pela montagem das chapas e pelas decisões de nomes que ainda podem mudar de projeto, especialmente aqueles que orbitam a disputa ao Senado.

Homem sorridente com cabelo grisalho, usando camisa cinza, em fundo azul com elementos gráficos.

Na corrida ao Senado, a pesquisa Ranking mostra Reinaldo Azambuja à frente na espontânea, com 12%, seguido por Nelsinho Trad, com 10,4%, e Capitão Contar, com 9%. Vander Loubet aparece com 4%, Soraya Thronicke com 2,6% e Marcos Pollon com 1,9%.

Na estimulada, Reinaldo também aparece em primeiro em dois cenários com sua presença. No primeiro, marca 21%, seguido por Capitão Contar, com 20%, e Nelsinho Trad, com 19,4%. No segundo, Reinaldo tem 20,4%, Nelsinho 20% e Contar 18,2%.

Os números reforçam que a disputa pelo Senado está concentrada em poucos nomes, mas a segunda vaga segue aberta. Reinaldo aparece como o mais estável. Contar e Nelsinho disputam voto a voto. Pollon altera a equação quando entra nos cenários. Vander e Soraya tentam se manter competitivos em um ambiente dominado pela centro-direita.

Para governador, o Ranking mostra Eduardo Riedel com 46% na estimulada, seguido por Fábio Trad, com 20,4%, João Henrique Catan, com 9%, Delcídio do Amaral, com 4%, Renato Gomes, com 2,6%, Jefferson Bezerra, com 1%, e Lucien Rezende, com 1%.

Mas, apesar da liderança de Riedel no governo, o ponto mais movimentado das pesquisas está nas proporcionais.

É ali que a eleição de 2026 em Mato Grosso do Sul aparece mais embolada. É ali que partidos podem ganhar ou perder poder real. E é ali que a composição da próxima Assembleia Legislativa será definida.

Hoje, a fotografia mostra PL e União Brasil/PP disputando protagonismo. O PSDB tenta sobreviver com bancada relevante. A esquerda busca preservar espaço pela federação. Republicanos, Avante e MDB tentam ampliar presença.

Mas a fotografia ainda está borrada pelo tamanho da indefinição.

Com mais de 65% dos eleitores sem nome para deputado estadual, a eleição proporcional ainda será decidida na rua, nas dobradinhas, nas bases municipais, no desempenho das chapas e na capacidade de cada candidato transformar lembrança em voto.

A largada tem nomes fortes.

A chegada ainda está completamente aberta.

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