AGEMS 25 anos
Senadora Tereza Cristina discursa na tribuna do Senado Federal em fevereiro de 2025Tereza Cristina na tribuna do Senado em 19 de fevereiro de 2025. Foto de arquivo: Marcos Oliveira/Agência Senado, via Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

O PL oficializou nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado. A decisão muda o cenário para a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que mantém a intenção de disputar o cargo, apesar das negociações para reunir a oposição em torno de um único nome.

Marinho foi lançado em reunião de sua bancada em Brasília. O PL terá 29 dos 81 senadores na legislatura que começa em fevereiro de 2027 e conta também com o apoio dos três representantes eleitos pelo Novo. Mesmo que os 32 parlamentares votassem juntos, seriam necessários mais nove votos para alcançar os 41 exigidos para a maioria absoluta. Apoio partidário anunciado não equivale, por si só, a voto garantido.

A disputa também envolve Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente da Casa e interessado na reeleição. Tereza tenta construir apoio entre senadores de centro, integrantes da bancada feminina e parlamentares contrários à permanência de Alcolumbre. Marinho aposta no peso da bancada do PL e em alianças com outras siglas.

O lançamento não encerra a possibilidade de entendimento entre Marinho e Tereza. Segundo declarações do senador do PL nesta quarta-feira, os dois discutem convergir para uma candidatura única em janeiro, quando pretendem avaliar quem reúne melhores condições de vitória. Até agora, não houve anúncio de desistência de Tereza nem definição de qual nome será mantido.

A negociação encontra outro obstáculo: as direções do PP e do União Brasil anunciaram apoio à reeleição de Alcolumbre. A posição partidária não assegura os votos individuais de todos os senadores. Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta quarta registra insatisfação de integrantes do PP com cobranças públicas para que Tereza abandone a disputa. A autoria de todas essas manifestações não foi estabelecida.

O que está em jogo

Para Mato Grosso do Sul, a disputa representa a possibilidade de uma senadora do estado assumir o comando de uma das Casas do Congresso. A presidência do Senado influencia a condução das sessões, a organização da pauta e a interlocução com o Executivo. É também um posto estratégico para a oposição, que pretende ampliar espaço em debates sobre o Judiciário e projetos de interesse do governo Lula.

A bancada de Mato Grosso do Sul terá, a partir de fevereiro, Tereza Cristina e os senadores eleitos Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL. A filiação dos dois ao partido de Marinho não permite antecipar como votarão na escolha da Mesa Diretora, realizada por voto secreto.

A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Até lá, a disputa será definida pela capacidade de converter alianças em votos, não apenas pelo tamanho das bancadas ou pelas declarações de apoio.

Foto de arquivo de 19 de fevereiro de 2025: Tereza Cristina na tribuna do Senado. Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado, via Wikimedia Commons, CC BY 2.0. A imagem não retrata o lançamento da candidatura de Rogério Marinho.

Deixe um comentário

Últimas notícias