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Senadora Tereza Cristina discursa na tribuna do Senado Federal em fevereiro de 2025Tereza Cristina na tribuna do Senado em 19 de fevereiro de 2025. Foto de arquivo: Marcos Oliveira/Agência Senado, via Wikimedia Commons, CC BY 2.0.

Federação União-PP apoia a reeleição de Davi Alcolumbre, mas senadora de MS mantém espaço na disputa de fevereiro de 2027.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) entra em novembro diante de um impasse político: enquanto seu nome segue nas articulações para a presidência do Senado, a direção do próprio partido decidiu apoiar a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP). O acordo, anunciado em 27 de outubro pelas cúpulas do PP e do União Brasil, antecipou um alinhamento para a eleição da Mesa Diretora, prevista para fevereiro de 2027.

A manifestação foi assinada pelos dirigentes Ciro Nogueira, do PP, e Antônio Rueda, do União Brasil. A justificativa apresentada foi a defesa da estabilidade institucional. A decisão, porém, não significa que todos os senadores das duas siglas votarão no atual presidente da Casa: a eleição é individual e secreta.

Tereza reagiu ao anúncio defendendo que os 54 senadores eleitos e reeleitos sejam ouvidos antes de acordos definitivos. A parlamentar lembrou que a decisão será tomada pelos 81 integrantes do Senado em fevereiro. A posição mantém aberta a possibilidade de uma candidatura, mas não representa confirmação de votos suficientes para vencer.

A resistência ao acordo não se limita à senadora sul-mato-grossense. Guilherme Derrite, eleito senador por São Paulo pelo PP, declarou que não votará em Alcolumbre. Na oposição, o nome de Rogério Marinho (PL-RN) também aparece nas articulações para o comando da Casa, o que acrescenta outro fator à disputa.

Para Mato Grosso do Sul, o cenário tem um componente próprio. Tereza Cristina, eleita em 2022 e com mandato até 2031, dividirá a bancada estadual a partir de 2027 com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos eleitos pelo PL em outubro. O resultado amplia a presença do partido na representação do estado, mas não autoriza antecipar o voto de qualquer um dos dois na eleição interna do Senado.

O que está em jogo

O comando do Senado define a condução das sessões e influencia a tramitação das pautas legislativas. A disputa coloca em confronto o acordo firmado por dirigentes partidários e a autonomia de cada senador na votação secreta. Para Tereza, o desafio político é construir uma maioria além das decisões formais da federação. Para Mato Grosso do Sul, está em jogo a possibilidade de uma de suas representantes assumir a direção de uma das duas Casas do Congresso. Até a eleição, candidatura, apoios e resultado permanecem em aberto.

Foto de arquivo de 19 de fevereiro de 2025: Marcos Oliveira/Agência Senado, via Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0. A imagem não retrata as negociações de outubro de 2026.

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