Com nove das 24 cadeiras da próxima legislatura, o PL terá a maior bancada da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. O resultado, porém, não assegura ao partido a presidência da Casa em 2027: são necessários pelo menos 13 votos para formar maioria, quatro a mais do que o número de deputados eleitos pela sigla.
O comando da Assembleia entrou na agenda política depois das eleições de outubro. Nas articulações divulgadas em 7 de outubro, quatro parlamentares do PL manifestaram interesse na presidência: Zé Teixeira, Paulo Corrêa, Coronel David e Márcio Fernandes. Fora da legenda, Pedro Caravina (PSDB), ex-secretário de Governo de Eduardo Riedel, também admitiu avaliar uma candidatura.
As manifestações de interesse não representam candidaturas formalizadas nem acordo fechado. À época, os envolvidos indicaram que as negociações deveriam avançar depois do segundo turno presidencial, realizado em 25 de outubro. Não há confirmação pública, nas fontes consultadas, de um nome consensual definido desde então.
O senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, reconheceu a necessidade de unificar a própria bancada antes de buscar votos em outros partidos. A legenda também conquistou as duas vagas ao Senado disputadas por Mato Grosso do Sul, com Azambuja e Capitão Contar, mas essa vitória não altera a exigência de maioria entre os deputados estaduais para a escolha da Mesa Diretora.
Caravina foi reeleito pelo PSDB e integra o grupo político do governador Eduardo Riedel (PP). Reportagem do Correio do Estado de 7 de outubro apontou apoio de Riedel à movimentação do deputado. O governador foi reeleito no primeiro turno por uma coligação que incluiu o PL, de modo que a disputa pelo Legislativo envolve também lideranças de partidos aliados.
O que está em jogo
A presidência define a condução dos trabalhos legislativos e influencia a organização da pauta da Casa. A primeira-secretaria também é peça central na estrutura administrativa. Por isso, a formação da Mesa Diretora tem peso para a relação entre o Parlamento e o segundo mandato de Riedel, especialmente na tramitação de propostas do Executivo.
O dado político é objetivo: o PL ocupará 37,5% das cadeiras, mas precisará negociar com outras bancadas e resolver suas divergências internas para eleger o presidente. O desfecho segue em aberto. A nova legislatura começa em fevereiro de 2027.
Imagem de arquivo: sessão plenária da ALEMS em 21 de outubro de 2026. Foto: Luciana Nassar/ALEMS. A fotografia não retrata as negociações pela próxima Mesa Diretora.

