Quando consegue uma folga do trabalho em uma secretaria na cidade, Nalva Atikum volta para a Aldeia Cabeceira, em Nioaque. É lá que, ao lado das irmãs, retoma uma atividade que a família mantém há quase seis anos: a produção artesanal de pães, bolos e massas. Não há máquinas. As
massas continuam sendo preparadas à mão. O que mudou foi a maneira de enxergar aquilo que já faziam. Depois de participar, em 2025, do Empretec Indígena, Nalva e outras produtoras da região passaram a prestar mais atenção à formação dos preços, às embalagens, ao aproveitamento dos ingredientes encontrados na própria
comunidade e, principalmente, às possibilidades de transformar o conhecimento que já possuíam em fonte de renda. “Foi realmente um divisor de águas. Aprendemos que não devemos ter medo e que podemos trabalhar com aquilo que já temos. Foram dias de muitos desafios, mas de um aprendizado muito grande”, conta. Um…
Fonte: Eduardo Riedel – Notícias
