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Entre taikô e danças circulares: Riedel esteve na 40ª edição do festival Bon Odori, que celebra 106 anos de cultura nipo-brasileira na Capital

O governador Eduardo Riedel prestigiou a 40ª edição do Bon Odori, que celebrou os 106 anos da cultura nipo-brasileira em Campo Grande e reuniu cerca de 15 mil pessoas em três dias de programação. Durante o festival, Riedel destacou a contribuição da comunidade nipo-brasileira para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e reforçou a importância de preservar e fortalecer os laços culturais.

Uma das maiores colônias nikkey do Brasil se reuniu em Campo Grande durante todo o fim de semana para celebrar a 40ª edição do Bon Odori e os 106 anos de cultura nipo-brasileira na Capital. O governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição, prestigiou neste domingo (16) o festival, que há quatro décadas transforma a Sede Campo da Associação Esportiva e Cultural Nipo-Brasileira (AECNB) em palco de danças circulares, tambores taikô e sabores orientais — um encontro que celebra a memória dos ancestrais japoneses e mantém viva a cultura e tradição de um povo.

Riedel foi recebido com carinho pela presidente executiva da AECNB, Maria Leny Adania de Sylos, e pelos vice-presidentes Nilson Tamotsu Aguena, Claudio Sussumu Oikawa e Jorge Gonda. Também estiveram no evento a senadora Tereza Cristina e o candidato a suplente de senador Cláudio Mendonça.

O governador fez questão de agradecer à comunidade nipo-brasileira do Mato Grosso do Sul pelo papel que desempenha no crescimento e no desenvolvimento do Estado,, destacando a contribuição de seus profissionais e representantes em diversas áreas. Segundo Riedel, a relação entre o Estado e a colônia japonesa é antiga e marcada por uma forte influência cultural.

“Essa colônia tem ajudado muito o nosso MS. Temos uma forte influência na cultura, que é muito positiva, criativa e promissora. Essa 40ª edição reforça isso. O sucesso de público reafirma essa relação cultural. A culinária japonesa e os hábitos japoneses estão presentes no nosso dia a dia dos sul-mato-grossenses, de diversas formas, em diversas áreas. Então, a gente fica muito feliz de poder contribuir, participar e estreitar cada vez mais esses laços de amizade”, ressaltou.

Para a presidente executiva da AECNB, o Bon Odori é mais do que uma festa: é o encontro com as raízes. “O Bon Odori é a nossa referência aos nossos antepassados. O espírito da festa é receber o espírito deles, cultuar a sua cultura e os ensinamentos que nos deixaram. E, para oferecer conforto e qualidade, a gente sempre recorre à colaboração do Governo do Estado. A presença dele aqui mostra que o governador está lado a lado com a comunidade”, disse Maria Leny Adania de Sylos.

Realizado de 14 a 16 de agosto com entrada gratuita, o festival reuniu cerca de 15 mil pessoas em três dias de danças ‘Bon Odori’ e ‘Matsuri’, apresentações de taikô e mais de 50 opções de pratos da culinária oriental. Para esta edição, o Governo do Estado destinou R$ 100 mil em estruturas — R$ 379,4 mil desde 2023.

“A presença do governador sempre com a gente é muito importante, pela quantidade de pessoas que prestigiam a nossa festa. Somos parceiros do governo há muito tempo: a gente ajuda, eles ajudam a gente”, afirmou o vice-presidente Administrativo e Financeiro, Nilson Tamotsu Aguena.

Descendente e frequentador assíduo, Henrique Higa Kubota, 41, administrador, celebra o crescimento da festa: “Antigamente era um dia só; agora são três dias, e cada ano aumenta mais. O governo é um grande incentivador e ver o governador aqui deixa a festa ainda mais prestigiada,” destacou.

Primeira vez no Bon Odori, o professor Gabriel Giuliani, 34, resume o sentimento de quem se deixa encantar: “Minha família não é da colônia japonesa, mas fiz questão de conhecer a festa. É importante ter um evento assim para preservar a cultura. Uma ação que deve continuar no próximo mandato com a ajuda e investimento do Governo”, comentou.

Fundada em 18 de agosto de 1920, a AECNB completa 106 anos na próxima terça-feira (18/08). Mato Grosso do Sul abriga a 3ª maior colônia japonesa do Brasil e a 2ª maior okinawana — só em Campo Grande vivem cerca de 30 mil descendentes. Para eles, e para todos os que se deixam encantar por essa cultura, o Bon Odori se encerrou neste domingo (16) celebrando o que há de mais bonito: tradição, acolhimento e histórias.

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