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Levantamentos registrados na Justiça Eleitoral, resultados oficiais de eleições anteriores, mandatos atuais e a composição das chapas colocam Eduardo Riedel na frente para o governo e Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como favoritos ao Senado. Nas eleições proporcionais, porém, a maior parte das vagas continua aberta.

Se as eleições de Mato Grosso do Sul fossem realizadas agora, o governador Eduardo Riedel, do PP, começaria como favorito destacado à reeleição. Para as duas vagas ao Senado, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL, ocupariam hoje as posições mais competitivas.

A definição dos oito deputados federais e dos 24 estaduais é muito mais incerta. Nesses cargos, a quantidade de votos recebida pelo partido ou pela federação é tão importante quanto o desempenho individual. Um candidato pode aparecer bem nas pesquisas e ficar sem mandato caso sua chapa não alcance votação suficiente.

Esta projeção cruza as pesquisas registradas desde o início de 2026, os resultados oficiais de 2018, 2022 e 2024, os mandatos atuais, as bases regionais, o tamanho das chapas e as atas das convenções partidárias.

O resultado é um retrato do momento, não uma antecipação oficial da eleição.

O que mostram as pesquisas realizadas em 2026

A base de dados do Tribunal Superior Eleitoral reunia, até o início de agosto, 24 registros de pesquisas relacionadas a Mato Grosso do Sul. Desses, 23 levantamentos estavam concluídos e um ainda se encontrava em campo. A maioria pesquisou todo o Estado e 11 incluíram perguntas sobre deputado federal ou estadual. Não houve pesquisa estadual realizada em janeiro. Os primeiros trabalhos de campo começaram em fevereiro.

A consulta considerou os registros disponíveis no Portal de Dados Abertos do TSE. Uma pesquisa da Real Time Big Data, registrada sob o número MS-07706/2026, estava prevista para ser divulgada em 6 de agosto e ainda não tinha resultado disponível na data desta projeção.

As duas pesquisas estaduais mais recentes concluídas foram realizadas pelo Ranking Brasil Inteligência, entre 18 e 23 de julho, e pelo Novo Ibrape, entre 25 e 29 de julho.

Governo: Riedel lidera com estabilidade

Eduardo Riedel aparece na primeira colocação em todos os levantamentos estaduais públicos analisados.

Na pesquisa Novo Ibrape de julho, o governador marcou 46,1%. Fábio Trad, do PT, apareceu com 18,2%. João Henrique Catan, do Novo, teve 4,2%, Renato Gomes, do DC, 2,9%, Lucien Rezende, do PSOL, 2,3%, e Jefferson Bezerra, do Agir, 1%.

A série do instituto mostra estabilidade de Riedel: 46,2% em março, 46,6% em maio e 46,1% em julho. Fábio Trad apresentou crescimento gradual, passando de 15,7% para 17,5% e depois para 18,2%. Os números completos estão na publicação do Novo Ibrape/Campo Grande News.

O Ranking encontrou cenário semelhante. Riedel apareceu com 46,2%, contra 21,4% de Fábio Trad. A diferença entre os dois permanece superior a 20 pontos percentuais.

Riedel também carrega os 808.210 votos recebidos no segundo turno de 2022, ocupa o governo, mantém índices elevados de aprovação e lidera uma aliança formada por PP, União Brasil, PL, PSD, Republicanos, PSDB/Cidadania, MDB, Avante e Podemos.

Projeção para governador

PosiçãoNomePartidoSituaçãoConfiança
Eduardo RiedelPPHomologado em convençãoAlta
Fábio TradPTHomologado em convençãoMédia para chegar ao segundo turno
João Henrique CatanNovoHomologado em convençãoBaixa para vencer

A leitura fria aponta Riedel como provável eleito. A vantagem atual também permite considerar uma vitória no primeiro turno, mas os 46% das pesquisas incluem indecisos, brancos e nulos. Por isso, ainda não é possível tratar o primeiro turno como definido.

Senado: desistência de Nelsinho muda completamente a disputa

As últimas pesquisas foram realizadas antes da desistência de Nelsinho Trad. Isso significa que nenhuma sondagem concluída até agora testou a composição final da disputa.

No Novo Ibrape de julho, considerando as duas escolhas dos entrevistados, Reinaldo Azambuja tinha 22%, Capitão Contar 19,2% e Nelsinho Trad 16,3%. Depois apareciam Vander Loubet, com 9,6%, Soraya Thronicke, com 8,3%, Roberto Oshiro, com 2,6%, Beto do Movimento, com 2,1%, e Daniel Júnior, com 1,9%. Os resultados estão na pesquisa Novo Ibrape para o Senado.

O Ranking também colocou Reinaldo e Contar entre os primeiros. Na primeira escolha, Reinaldo marcou 22%, Contar 20,2% e Nelsinho 18,6%. Na segunda escolha, Reinaldo teve 20%, Nelsinho 19,4% e Contar 18,6%. Os números estão na pesquisa Ranking para o Senado.

Em 1º de agosto, Nelsinho desistiu da reeleição e passou a ocupar a primeira suplência de Reinaldo. A decisão retirou da disputa o terceiro colocado e concentrou a estrutura da aliança governista em Reinaldo e Contar. A mudança foi confirmada na ata oficial do PL.

Reinaldo foi governador por dois mandatos e recebeu 677.310 votos no segundo turno de 2018. Contar chegou ao segundo turno para governador em 2022 e terminou aquela eleição com 612.113 votos. São as duas maiores bases eleitorais individuais entre os candidatos que continuam na disputa.

Projeção para as duas vagas ao Senado

Vaga projetadaNomePartidoSituaçãoConfiança
Reinaldo AzambujaPLHomologado em convençãoAlta
Capitão ContarPLHomologado em convençãoMédia-alta

Vander Loubet, do PT, e Soraya Thronicke, do PSB, formam a principal linha de perseguição. Os dois foram homologados pela coligação liderada pela Federação Brasil da Esperança, mas começaram agosto numericamente distantes dos líderes.

A desistência de Nelsinho pode redistribuir votos. Parte tende a migrar para Reinaldo, de quem ele será suplente, mas outra parcela pode procurar uma candidatura de centro ou oposição. Somente uma pesquisa com a relação atualizada de candidatos poderá medir esse movimento.

Câmara Federal: seis nomes fortes e duas vagas na linha de corte

A pesquisa espontânea mais recente para deputado federal mostrou Rose Modesto com 3,2%, Mara Caseiro com 2,2%, Camila Jara com 2%, Rodolfo Nogueira com 1,8%, Geraldo Resende com 1,6%, Marquinhos Trad com 1,5%, Dagoberto Nogueira com 1,4%, Marcos Pollon com 1,2% e Beto Pereira com 1%.

Os resultados completos foram publicados pelo Instituto Ranking.

Cerca de 70% dos entrevistados não indicaram um candidato válido. Esse índice mostra que a pesquisa mede principalmente lembrança de nome e não permite converter diretamente os percentuais em cadeiras.

A projeção central distribui três vagas para a Federação União Progressista, duas para o PL, duas para a Federação Brasil da Esperança e uma para o Republicanos.

Os oito prováveis deputados federais

NomePartidoPrincipal fundamentoConfiança
Rose ModestoUnião BrasilLidera a pesquisa espontânea e recebeu 210.112 votos no segundo turno municipal de 2024Alta
Marcos PollonPLFoi o federal mais votado de MS em 2022, com 103.111 votos, e disputa a reeleiçãoAlta
Beto PereiraRepublicanosObteve 97.872 votos em 2022, tem mandato e é o principal nome da chapaAlta
Geraldo ResendeUnião BrasilRecebeu 96.519 votos em 2022, tem mandato e base consolidada na Grande DouradosAlta
Camila JaraPTTeve 56.552 votos em 2022, aparece com 2% e tende a liderar a chapa da federaçãoMédia-alta
Mara CaseiroPLRecebeu 49.512 votos para estadual em 2022 e lidera os nomes do PL na pesquisa de julhoMédia-alta
Dagoberto NogueiraPPTem mandato, estrutura partidária e recebeu 48.217 votos em 2022Média
Marquinhos TradPVAparece com 1,5%, foi prefeito de Campo Grande e mantém forte base na CapitalMédia

Nomes imediatamente abaixo da linha de corte

Rodolfo Nogueira, do PL, é o primeiro nome fora da projeção. Ele tem mandato, recebeu 41.773 votos em 2022 e aparece com 1,8% na pesquisa espontânea. Caso o PL consiga uma terceira cadeira, Rodolfo passa a ter possibilidade concreta de reeleição.

Luiz Ovando, do PP, também está na disputa direta. Ele recebeu 45.491 votos em 2022, mas enfrenta Rose, Geraldo e Dagoberto dentro da Federação União Progressista.

Juari, do PSDB, aparece com 1,1% e pode entrar caso a Federação PSDB/Cidadania alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira.

As duas últimas vagas são as mais voláteis. Uma terceira cadeira do PL poderia retirar uma vaga da Federação Brasil da Esperança ou da União Progressista.

Assembleia Legislativa: sete chapas concentram as 24 vagas

Na pesquisa espontânea mais recente, 61,15% dos entrevistados não apontaram um nome válido para deputado estadual.

Entre os mais citados aparecem Gerson Claro, com 2,2%, Paulo Corrêa, com 1,9%, Caravina, com 1,7%, Marcio Fernandes, com 1,5%, Lucas de Lima, com 1,45%, Santullo da Tereza e Paulo Duarte, com 1,4% cada, Odilon Ribeiro, com 1,35%, Silvio Pitu, com 1,3%, Flávio Cabo Almi, com 1,2%, Pedrossian Neto, com 1,1%, e Lidio Lopes, com 1%.

A relação completa está na pesquisa Ranking para deputado estadual.

A projeção central distribui cinco vagas para o PL, cinco para a Federação União Progressista, quatro para PSDB/Cidadania, quatro para o Republicanos, três para a Federação Brasil da Esperança, duas para o MDB e uma para o Avante.

Os 24 prováveis deputados estaduais

Partido ou federaçãoNome projetadoPrincipal fundamentoConfiança
PLPaulo CorrêaLidera o PL na pesquisa e recebeu 49.184 votos em 2022Alta
PLMarcio FernandesTem mandato e aparece com 1,5%Média-alta
PLLucas de LimaTem mandato, 26.575 votos em 2022 e 1,45% na pesquisaMédia-alta
PLZé TeixeiraRecebeu 39.329 votos em 2022 e conserva base regionalMédia-alta
PLOdilon RibeiroAparece com 1,35%, à frente de vários atuais deputadosMédia
União ProgressistaGerson ClaroLidera a pesquisa estadual e preside a AssembleiaAlta
União ProgressistaJamilson NameFoi eleito com 43.435 votos em 2022 e tem mandatoAlta
União ProgressistaProfessor RinaldoTem mandato e aparece com 0,9%Média-alta
União ProgressistaSantullo da TerezaMarca 1,4% e entra com apoio da principal liderança da federaçãoMédia
União ProgressistaProfessor Marcelo MirandaAparece com 0,75% e tem espaço regional na chapaMédia
PSDB/CidadaniaCaravinaLidera a federação com 1,7% e recebeu 31.952 votos em 2022Alta
PSDB/CidadaniaPaulo DuarteTem mandato e aparece com 1,4%Média-alta
PSDB/CidadaniaSilvio PituRegistra 1,3% e larga dentro da faixa de eleição da chapaMédia
PSDB/CidadaniaFlávio Cabo AlmiAparece com 1,2% e tem base ligada à segurança públicaMédia
RepublicanosPedrossian NetoLidera o partido na pesquisa e ocupa mandatoMédia-alta
RepublicanosHerculano BorgesTem mandato, base na Capital e recebeu 17.786 votos em 2022Média
RepublicanosAntonio VazTem mandato e recebeu 19.395 votos em 2022Média
RepublicanosRenato CâmaraTem mandato e recebeu 17.756 votos em 2022Média
Brasil da EsperançaZeca do PTRecebeu 47.193 votos em 2022 e continua como principal puxador da federaçãoAlta
Brasil da EsperançaLuiza RibeiroAparece com 0,55% e possui base eleitoral em Campo GrandeMédia
Brasil da EsperançaPedro KempTem mandato e recebeu 27.969 votos em 2022Média
MDBAndré PuccinelliFoi governador e recebeu 247.093 votos na eleição estadual de 2022Média-alta
MDBJunior MochiTem mandato, base no interior e recebeu 26.108 votos em 2022Média-alta
AvanteLidio LopesRecebeu 32.412 votos em 2022 e lidera a chapa do partidoMédia-alta

Quem ameaça a projeção

Coronel David é o primeiro nome na linha de corte do PL. Ele recebeu 31.480 votos em 2022 e pode entrar caso o partido conquiste uma sexta cadeira ou supere Odilon Ribeiro na votação interna.

Londres Machado e Hélio Peluffo disputam diretamente as últimas vagas da União Progressista. Londres tem mandato e votação histórica, enquanto Peluffo leva para a chapa uma base regional importante em Ponta Porã.

Lia Nogueira, Eduardo Rocha e Ângelo Guerreiro podem alterar a composição do PSDB. No Republicanos, Bruno Ortiz ameaça a quarta posição ocupada por Renato Câmara.

Na Federação Brasil da Esperança, Tiago Botelho e Gleice Jane estão próximos da linha de corte. Rhaiza Matos disputa uma eventual segunda ou terceira cadeira do MDB. No Avante, Dr. Ruy Costa pode entrar se o partido alcançar duas vagas.

Por que a projeção proporcional pode mudar tanto

Nas eleições para deputado, as cadeiras pertencem inicialmente aos partidos e às federações. Somente depois são ocupadas pelos candidatos mais votados de cada lista. O cálculo considera quociente eleitoral, quociente partidário, votação mínima e distribuição das sobras. As regras são explicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Por isso, os percentuais individuais das pesquisas não equivalem ao número de cadeiras. Uma chapa equilibrada pode conquistar várias vagas sem ter o candidato mais lembrado do Estado. Também pode ocorrer o contrário: um nome conhecido pode receber muitos votos e não ser eleito se o partido tiver desempenho insuficiente.

Situação oficial das candidaturas

Os nomes incluídos na projeção aparecem nas atas oficiais das convenções do PL, da Federação União Progressista, da Federação Brasil da Esperança, do Republicanos, da Federação PSDB/Cidadania, do MDB e do Avante.

Homologação em convenção não significa registro definitivamente aprovado. As convenções podem ocorrer até 5 de agosto e os partidos têm até 15 de agosto para apresentar os pedidos de registro. Depois disso, os processos ainda precisam ser analisados pela Justiça Eleitoral, conforme o calendário oficial do TSE.

O retrato frio da eleição neste momento

A projeção mais segura é a do governo. Riedel lidera com estabilidade, possui ampla aliança e não enfrenta, até agora, adversário próximo de sua votação.

Para o Senado, Reinaldo Azambuja aparece como o nome mais consolidado. Capitão Contar ocupa a segunda vaga projetada, fortalecido pela retirada de Nelsinho Trad. Vander Loubet e Soraya Thronicke precisam crescer para romper a dupla do PL.

Na Câmara Federal, Rose Modesto, Marcos Pollon, Beto Pereira, Geraldo Resende, Camila Jara e Mara Caseiro formam o núcleo mais consistente. Dagoberto Nogueira e Marquinhos Trad ficam com as últimas vagas na projeção, sob forte ameaça de Rodolfo Nogueira, Luiz Ovando e Juari.

Na Assembleia Legislativa, cerca de metade das cadeiras apresenta nomes relativamente consolidados. A outra metade depende diretamente do desempenho das chapas, da campanha no interior e da redução do número de eleitores que ainda não escolheu candidato.

Hoje, a lista mais provável é a apresentada acima. Mas a definição real das vagas proporcionais só começará a ficar mais clara depois do registro definitivo das candidaturas e das primeiras pesquisas feitas já durante a campanha oficial.

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