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Vereadora relatou reclamações de moradores sobre grupos em situação de desordem, invasões de casas, uso de álcool e drogas, ataques a trabalhadores e prejuízos em escola municipal

A vereadora Talyta Escobar levou à tribuna da Câmara Municipal de Amambai uma preocupação que tem crescido entre moradores: a sensação de insegurança nas ruas, praças, casas e espaços públicos da cidade.

Em fala direta, Talyta cobrou união entre vereadores, Prefeitura e Governo do Estado para buscar reforço no policiamento e uma resposta mais efetiva das forças de segurança.

Segundo a vereadora, a população tem relatado a presença de grupos circulando pela cidade, fazendo baderna, consumindo álcool e drogas, invadindo imóveis e, em alguns casos, atacando pessoas.

“Não podemos admitir que a nossa cidade viva com medo”, afirmou Talyta, ao defender que o problema seja tratado com responsabilidade e urgência.

A parlamentar disse que moradores têm demonstrado preocupação com a circulação desses grupos em diferentes pontos de Amambai, especialmente pela possibilidade de invasões a residências, furtos, danos ao patrimônio público e intimidação de trabalhadores e famílias.

Um dos pontos citados por Talyta foi a situação da Escola Antônio Pinto, que, segundo ela, teria sido invadida três vezes. Em um dos episódios, a fiação elétrica da parte dos fundos da unidade foi levada, deixando crianças sem aula.

O caso mostra que a insegurança não atinge apenas o patrimônio. Quando uma escola é invadida e fica sem condições de funcionar, o prejuízo chega diretamente aos alunos, aos pais e à rotina de toda a comunidade escolar.

Para a vereadora, esse tipo de ocorrência exige uma resposta mais firme do poder público.

A preocupação também se estende às famílias que vivem em bairros onde moradores relatam medo de deixar crianças brincarem na frente de casa. Talyta alertou que a cidade não pode chegar ao ponto de a população se sentir refém dentro da própria residência por medo de invasões, furtos ou agressões.

Outro exemplo citado foi a região da Praça Central, onde trabalhadores de lanchonetes teriam sido atacados por pessoas em situação de desordem. Segundo a vereadora, houve relatos de cadeiras sendo arremessadas contra pessoas que estavam trabalhando honestamente.

Esse cenário, na avaliação dela, compromete não apenas a segurança, mas também a economia local. Trabalhadores que atuam à noite, especialmente no setor de alimentação, precisam de tranquilidade para manter seus negócios funcionando e atender a população.

“Como que a população vai se defender?”, questionou Talyta, ao cobrar patrulhamento mais efetivo.

A vereadora também chamou atenção para a posição geográfica de Amambai, por ser município localizado em região de fronteira. Ela levantou a possibilidade de que ações de patrulhamento em áreas próximas possam estar deslocando pessoas em situação de risco ou envolvidas em desordem para dentro da cidade.

Talyta deixou claro que o tema precisa ser tratado com seriedade, sem omissão e sem empurrar a responsabilidade de um lado para outro.

A proposta defendida por ela é a união de forças entre os vereadores, o prefeito e o Governo do Estado para discutir medidas concretas. Entre as possibilidades estão reforço no policiamento, aumento das rondas, presença mais constante das forças de segurança em áreas críticas e construção de uma estratégia conjunta para proteger moradores, comerciantes, escolas e espaços públicos.

O alerta feito pela vereadora expõe riscos que vão além de episódios isolados.

Quando a população começa a mudar hábitos por medo, a insegurança deixa de ser apenas caso de polícia e passa a afetar a vida comunitária. Crianças deixam de brincar na rua. Trabalhadores encerram atividades mais cedo. Famílias evitam praças. Escolas sofrem prejuízos. Casas viram alvo. A cidade perde liberdade.

Esse é o ponto central da fala de Talyta Escobar.

Amambai não pode aceitar que moradores honestos fiquem presos dentro de casa enquanto grupos em situação de desordem ocupam espaços públicos, atacam trabalhadores, invadem imóveis e causam prejuízos ao patrimônio da comunidade.

A vereadora pediu que os colegas parlamentares se unam para cobrar providências e construir uma resposta institucional. Para ela, o enfrentamento do problema precisa envolver diálogo com o Executivo municipal e com o Governo do Estado, já que a demanda por segurança pública ultrapassa a atuação isolada de um vereador.

A fala também reforça a necessidade de olhar para a segurança de forma preventiva.

Não basta agir depois da invasão, depois do furto, depois da escola ficar sem aula ou depois do trabalhador ser atacado. É preciso evitar que esses episódios se repitam e impedir que a sensação de medo se torne parte da rotina da população.

Ao levar o tema à tribuna, Talyta Escobar deu voz a uma cobrança que, segundo ela, já vem das ruas: Amambai precisa de mais presença policial, mais proteção e mais responsabilidade no enfrentamento da insegurança.

A mensagem da vereadora foi clara: a cidade não pode se acostumar com o medo.

E o poder público não pode esperar que a população se defenda sozinha.

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