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No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, senadora reforça projetos para ampliar a proteção às mulheres e endurecer a resposta contra agressores

No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, celebrado em 1º de junho, a senadora Soraya Thronicke voltou a defender o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres e o enfrentamento permanente à violência de gênero em Mato Grosso do Sul.

A data, instituída pela Lei Estadual nº 5.202/2018, reforça a necessidade de mobilização da sociedade e do poder público diante de um problema que continua produzindo vítimas, famílias destruídas e vidas interrompidas.

Os números mostram a gravidade do cenário. Apenas nos primeiros meses de 2026, Mato Grosso do Sul já registrou 13 feminicídios consumados e 48 tentativas. O dado expõe a urgência de medidas mais efetivas de prevenção, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.

Para Soraya, nenhuma forma de violência contra a mulher pode ser naturalizada ou tratada apenas como estatística.

“Cada vítima tem uma história interrompida, uma família devastada e direitos violados. O enfrentamento ao feminicídio exige ação permanente, proteção às vítimas e punição rigorosa dos agressores”, afirmou.

A proteção das mulheres está entre as principais pautas de Soraya no Senado Federal. Entre as propostas de sua autoria estão o PL 1.548/2023, que aperfeiçoa a tipificação do feminicídio e o consolida como crime autônomo; o PL 1032/2025, que prevê o bloqueio imediato de bens e contas de agressores em casos de violência doméstica; o PL 1033/2025, que endurece as penas para crimes de violência digital praticados contra mulheres; e o PRS 5/2025, que estabelece prioridade para a tramitação de proposições relacionadas ao combate à violência contra a mulher no Senado.

Um dos avanços recentes foi a sanção da Lei Bárbara Penna, ocorrida em maio deste ano. De autoria da senadora, a norma agrava a punição para condenados por violência doméstica que continuarem a ameaçar ou se aproximar das vítimas durante o cumprimento da pena.

A medida reforça um ponto considerado essencial no combate à violência doméstica: a proteção da mulher não pode terminar com a condenação do agressor. Em muitos casos, a ameaça continua mesmo após decisões judiciais, o que exige mecanismos mais rigorosos para impedir a aproximação e reduzir o risco de novos episódios de violência.

Soraya defende que o enfrentamento ao feminicídio precisa envolver prevenção, acolhimento, rede de proteção fortalecida e punição efetiva. Para a senadora, o Estado precisa agir antes que a violência chegue ao ponto extremo.

“Mato Grosso do Sul conhece de perto a dor causada pelo feminicídio. Precisamos fortalecer a rede de proteção, garantir atendimento adequado às vítimas e assegurar que os agressores sejam responsabilizados. Nenhuma mulher deve viver com medo e nenhuma vida pode ser perdida para a violência”, concluiu.

O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio funciona como alerta, mas também como cobrança. A violência contra a mulher não se combate apenas com campanhas pontuais. Exige estrutura, orçamento, legislação, fiscalização, atendimento especializado e resposta rápida diante dos primeiros sinais de ameaça.

Em Mato Grosso do Sul, os casos registrados em 2026 mostram que o tema permanece urgente. Cada tentativa de feminicídio representa uma vida em risco. Cada feminicídio consumado representa uma falha coletiva na capacidade de proteger.

Ao reforçar sua atuação legislativa, Soraya busca manter o tema no centro da agenda pública e ampliar instrumentos legais para que mulheres ameaçadas tenham mais proteção e agressores enfrentem consequências mais duras.

O desafio, agora, é fazer com que leis, projetos e políticas públicas cheguem antes da tragédia.

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