Programa da FIEMS prevê economia de até 20% e leva energia solar compartilhada a servidores públicos, hospital e Lar do Idoso
A conta de energia entrou no centro de uma ação concreta em Maracaju. Servidores públicos e instituições do município poderão aderir ao programa Em Conta, da FIEMS, que oferece redução de até 20% na fatura por meio de energia solar compartilhada, sem instalação de placas, sem obras nas residências e sem troca de equipamentos.
A iniciativa foi articulada pela Câmara Municipal de Maracaju, com atuação do vereador Rener Barbosa, presidente do Legislativo, e apoio do deputado estadual Paulo Corrêa na interlocução com a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul.

O programa alcança servidores públicos do município e também instituições essenciais, como o Hospital Soriano Corrêa da Silva e o Lar do Idoso. A proposta amplia o efeito da economia para além do orçamento familiar dos servidores e passa a atingir também estruturas que prestam atendimento direto à população.
Na prática, o Em Conta funciona pelo modelo de energia solar compartilhada. A energia é gerada em usinas fotovoltaicas e convertida em créditos inseridos na rede elétrica. Esses créditos passam a refletir na fatura dos consumidores participantes, reduzindo o valor pago mensalmente.
O ponto mais importante é a simplicidade da adesão. O servidor não precisa instalar placas solares em casa, não precisa fazer obra e não precisa alterar a estrutura elétrica do imóvel. Também não há taxa de adesão nem fidelidade contratual, conforme as regras divulgadas para o programa.


Para participar, o interessado precisa apresentar a última conta de energia elétrica, usada para simular a possível economia. Pela regra geral do programa da FIEMS, o benefício é voltado a consumidores com fatura residencial acima de R$ 250 por mês.
O cadastro dos interessados em Maracaju foi anunciado para o dia 7 de maio, das 9h às 16h, no Centro Cultural Francisco Moacir Feitosa Araújo. A ação foi organizada para orientar os servidores, realizar simulações e encaminhar as adesões.
A economia pode chegar a 20% ao mês, mas o percentual depende da análise da fatura e do perfil de consumo de cada unidade. Por isso, o desconto não deve ser tratado como automático ou igual para todos. A simulação individual é o que define o impacto real na conta de cada participante.
Além da redução no gasto mensal, a ação também insere Maracaju em uma agenda de sustentabilidade que vem sendo ampliada pela FIEMS em Mato Grosso do Sul. O programa Em Conta é coordenado pelo Centro de Sustentabilidade da Indústria e utiliza energia gerada por usinas solares ligadas à entidade e seus associados.
A FIEMS informa que o programa reúne mais de 250 usinas fotovoltaicas, com capacidade de geração de aproximadamente 6.500 MWh por mês. Esse volume seria suficiente para abastecer mais de 18,5 mil residências.
A chegada do Em Conta a Maracaju tem peso político e prático. De um lado, mostra uma articulação institucional entre Legislativo municipal, Prefeitura, FIEMS e representantes estaduais. De outro, entrega um benefício de fácil compreensão para o servidor: pagar menos em uma despesa fixa que pesa todos os meses no orçamento.
A ação também tem apelo ambiental. Ao aderir ao modelo de energia compartilhada, o consumidor passa a participar de uma cadeia de geração renovável sem precisar investir em sistema próprio de energia solar. Isso reduz a barreira de entrada para quem quer economizar, mas não tem condições de comprar placas ou fazer instalação residencial.
Para instituições como o hospital e o Lar do Idoso, qualquer redução de custo fixo pode representar fôlego administrativo. Energia elétrica é uma despesa permanente e sensível em estruturas que funcionam com atendimento contínuo, equipamentos, iluminação, refrigeração e rotina operacional diária.

O avanço do programa em Maracaju reforça uma tendência: políticas públicas locais começam a buscar soluções fora do modelo tradicional de benefício social. Em vez de criar um subsídio pago diretamente pelo poder público, a ação conecta servidores e instituições a uma alternativa de mercado, com apoio institucional e foco em economia recorrente.
Essa é a principal força da iniciativa. O benefício não aparece como promessa distante nem como obra futura. Ele chega na fatura, mês a mês, se a adesão for aprovada e se o perfil de consumo permitir a redução.
Para os servidores, o impacto é direto. Para o município, a medida cria uma vitrine de sustentabilidade aplicada. Para Rener Barbosa, a ação fortalece uma agenda de resultado concreto, com impacto no cotidiano de quem trabalha no serviço público e de instituições que atendem a população.
No fim, a pauta é simples, mas tem força: quando a política consegue reduzir uma despesa fixa da casa das pessoas, ela deixa de ser discurso e começa a aparecer no orçamento do mês.

