Relatórios do governo estadual e de instituições federais confirmam queda acentuada das chuvas, baixa umidade do ar e aumento no número de incêndios. Situação levou o Estado a prorrogar o decreto de emergência ambiental até novembro de 2025.
🌡️ Cenário: seca prolongada e risco de colapso ambiental
Mato Grosso do Sul enfrenta uma das estiagens mais prolongadas dos últimos anos.
De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec/MS), junho de 2025 registrou chuvas até 41% abaixo da média histórica em Campo Grande, além de índices críticos de umidade relativa do ar, especialmente em municípios do Pantanal e sudoeste do estado.
O governo estadual, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), prorrogou o estado de emergência ambiental até novembro de 2025, devido ao risco extremo de incêndios florestais e à continuidade do déficit hídrico.
“Estamos em um período de seca estrutural, com temperaturas elevadas e chuvas mal distribuídas. A situação exige atenção e prevenção”, informou o boletim climático do Cemtec divulgado em agosto.
☀️ Chuvas abaixo da média
Segundo os boletins oficiais do Cemtec, as precipitações têm ficado consistentemente abaixo da média desde o início do ano:
| Mês de 2025 | Desvio da média histórica | Observações |
|---|---|---|
| Abril | -35% | Déficit generalizado de chuvas em quase todo o estado |
| Junho | -41% em Campo Grande | Padrão de estiagem consolidado |
| Agosto | Chuvas escassas e má distribuição espacial | Predomínio de tempo seco e temperaturas elevadas |
📊 Fonte: Cemtec/MS – Boletins Climáticos (abril a agosto/2025).
💧 Pantanal e rios em situação crítica
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) confirmou que os principais rios do estado, como Miranda, Aquidauana e Taquari, estão com níveis abaixo da média histórica.
Esse comportamento prolongado compromete a recarga de nascentes e o equilíbrio do bioma pantaneiro, que depende diretamente das chuvas nas cabeceiras.
O Monitor de Secas, ferramenta da Agência Nacional de Águas (ANA), indica que grande parte do território sul-mato-grossense está classificada entre “seca moderada” e “seca grave”, o que representa forte estresse hídrico e risco de perdas ambientais.
“As condições observadas no Pantanal são preocupantes, pois há áreas com vegetação seca, rios com níveis muito baixos e aumento na frequência de incêndios”, aponta o boletim da ANA publicado em setembro de 2025.
🔥 Incêndios florestais em alta
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou, entre julho e setembro de 2025, aumento significativo no número de focos de calor em Mato Grosso do Sul, especialmente na região pantaneira.
Os dados do Programa Queimadas/Inpe mostram que o estado teve o maior número de incêndios desde 2020, impulsionado pela baixa umidade, ventos fortes e acúmulo de biomassa seca.
📈 Fonte: Inpe – Programa Queimadas (setembro/2025).
🧭 Perspectivas até o fim do ano
Meteorologistas do Cemtec alertam para a influência do fenômeno La Niña, prevista para o último trimestre de 2025, que deve reduzir ainda mais as chuvas no Centro-Oeste.
A expectativa é de que as precipitações só se normalizem a partir de dezembro, e mesmo assim de forma irregular.
Enquanto isso, o governo mantém a orientação para uso racional da água, prevenção a incêndios e cuidado com a saúde respiratória da população.
“Dados oficiais da estiagem em MS”
| Indicador | Situação | Fonte |
|---|---|---|
| Chuvas em Campo Grande (jun/2025) | 41% abaixo da média | Cemtec/MS |
| Estado de emergência ambiental | Prorrogado até nov/2025 | Semadesc |
| Classificação da seca | Moderada a grave | ANA / Monitor de Secas |
| Rios com nível abaixo do normal | Miranda, Aquidauana, Taquari | Imasul |
| Focos de incêndio | Maior índice desde 2020 | Inpe |
💬 Conclusão
Os dados oficiais mostram um quadro claro: Mato Grosso do Sul atravessa uma estiagem prolongada com impactos ambientais visíveis e risco crescente para o Pantanal.
A combinação entre déficit de chuvas, temperaturas elevadas e queimadas coloca o estado em alerta permanente — e reforça a necessidade de políticas contínuas de gestão hídrica, reflorestamento e prevenção ao fogo.
