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Projeto de autoria da senadora Soraya Thronicke fortalece medidas contra agressores que continuam ameaçando vítimas mesmo após condenação

Senadora Soraya ao lado do Presidente Lula na cerimônia dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (20), a Lei Bárbara Penna, durante cerimônia dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. A nova legislação tem origem no Projeto de Lei nº 2083/2022, de autoria da senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), e amplia a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

A lei altera a Lei de Execução Penal para endurecer medidas contra agressores que, mesmo presos ou beneficiados por progressão de regime, continuam ameaçando ou praticando violência contra vítimas e familiares. Entre as mudanças previstas está a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) para presos condenados por violência doméstica.

A nova legislação também passa a considerar falta grave a aproximação do agressor da vítima ou de familiares durante a vigência de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, inclusive em casos de saída temporária, regime aberto ou semiaberto.

Além disso, o texto inclui, na legislação sobre crimes de tortura, a conduta de submeter repetidamente a mulher a sofrimento físico ou mental no contexto de violência doméstica e familiar, sem prejuízo das demais penas aplicáveis.

“Este governo está comprometido com a pauta do combate à violência doméstica, e nós estamos juntos nessa luta. Tenho inúmeros projetos voltados à proteção das mulheres e das pessoas vulneráveis, endurecendo penas e ampliando a proteção às vítimas. Hoje, é uma vitória para todas as mulheres brasileiras termos a sanção de uma lei tão importante”, afirmou a senadora Soraya Thronicke.

A história que inspirou a lei

A proposta foi inspirada na história de Bárbara Penna, sobrevivente de uma brutal tentativa de feminicídio ocorrida em 2013, em Porto Alegre (RS). Bárbara foi espancada pelo ex-marido, teve o corpo incendiado e foi jogada da janela do apartamento onde moravam, no terceiro andar de um prédio. No incêndio, os dois filhos do casal e um vizinho que tentou socorrê-los morreram.

Bárbara sobreviveu com 40% do corpo queimado, múltiplas fraturas e, desde então, já passou por mais de 200 cirurgias plásticas e ortopédicas. Mesmo após a condenação, o agressor continuou ameaçando Bárbara e sua família de dentro do presídio.

Hoje, Bárbara transformou sua dor em luta. Atua como ativista no combate à violência doméstica, palestrante e escritora, levando conscientização e apoio a outras mulheres vítimas de violência.

“Bárbara é uma sobrevivente, mas também uma grande guerreira, que transformou sua dor em força para lutar por outras mulheres. Ela merece paz, justiça e reconhecimento, assim como todas as vítimas desses crimes brutais”, acrescentou a senadora.

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