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Ex-governador participa de apresentação do anteprojeto ao lado de Riedel e Ratinho Junior e reforça origem de obra estratégica para logística regional.

Grupo de homens posando para foto em evento ao ar livre, com público ao fundo.

A apresentação do anteprojeto da nova ponte entre Mato Grosso do Sul e Paraná trouxe para o centro do debate um projeto que avança no tempo técnico, mas também carrega marcas políticas claras.

Ao lado dos governadores Eduardo Riedel e Ratinho Junior, o ex-governador Reinaldo Azambuja participou do evento e fez questão de destacar o ponto de partida da iniciativa.

“Em 30 de maio de 2022, eu governava MS e assinei com o governador do Paraná, Ratinho Junior, um convênio para dar início aos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA)”, afirmou.

Vista aérea de uma ponte em construção sobre um rio, com guindastes e veículos em atividade nas proximidades.

A fala situa a origem do projeto em um momento anterior à atual fase de consolidação.

Uma ponte que começa no estudo, não na obra

O projeto prevê a construção de uma ponte de aproximadamente 2 quilômetros, ligando Porto São José (PR) a Taquarussu (MS).

Mas, como em toda obra de grande porte, o primeiro passo não é o concreto.

É o EVTEA.

O estudo define se a obra é viável sob três aspectos:

  • técnico
  • ambiental
  • econômico

Sem essa etapa, não há licenciamento, financiamento ou execução.

É justamente esse ponto que Azambuja destacou como marco inicial do projeto.

Linha do tempo da ponte entre MS e Paraná

A evolução da obra segue um roteiro típico de projetos estruturantes.

Maio de 2022
Assinatura do convênio entre Mato Grosso do Sul e Paraná para elaboração do EVTEA.

2022–2024
Desenvolvimento dos estudos técnicos, ambientais e econômicos.

2025
Consolidação das análises e estruturação do anteprojeto.

2026
Apresentação pública do anteprojeto com participação de lideranças dos dois estados.

A sequência mostra que, embora a obra ainda não tenha começado, o projeto já percorreu etapas decisivas.

O impacto esperado da nova ligação

A ponte tem potencial para alterar a dinâmica logística entre os dois estados.

Hoje, a ligação entre Mato Grosso do Sul e Paraná ocorre por rotas mais longas e indiretas. Com a nova estrutura, a tendência é de:

  • redução de distâncias
  • diminuição de custos de transporte
  • aumento da competitividade regional
  • integração entre cadeias produtivas

Na prática, trata-se de uma obra voltada ao escoamento de produção e à conexão entre regiões estratégicas.

O que diz Reinaldo Azambuja

Ao comentar o avanço do projeto, o ex-governador destacou o papel do planejamento e das parcerias.

“O EVTEA é um estudo altamente profissional que garante segurança técnica, responsabilidade ambiental e sustentabilidade econômica para o projeto.”

Ele também apontou o impacto da obra para o desenvolvimento regional.

“Essa nova ligação vai encurtar distâncias, reduzir custos logísticos, fortalecer a competitividade e impulsionar o desenvolvimento regional.”

E concluiu com uma leitura mais ampla sobre o tipo de política pública envolvida.

“Essa é a política que nós praticamos há mais de 30 anos: a que planeja o futuro, que acredita em projetos e faz acontecer.”

Projeto avança, mas ainda depende de etapas

Apesar da apresentação do anteprojeto, a obra ainda depende de fases fundamentais:

  • conclusão e validação do EVTEA
  • licenciamento ambiental
  • definição de fontes de financiamento
  • processo de contratação
  • execução

Ou seja, o projeto está estruturado, mas ainda não entrou na fase de obra.

Infraestrutura como eixo de desenvolvimento

A nova ponte entre Mato Grosso do Sul e Paraná se insere em um movimento mais amplo de investimento em infraestrutura logística.

A lógica é clara: melhorar conexões, reduzir custos e ampliar competitividade.

Nesse cenário, o projeto reforça uma estratégia que atravessa gestões: usar obras estruturantes como base para crescimento econômico.

E, como toda grande obra pública, ela avança em duas dimensões ao mesmo tempo.

A técnica, que define se a ponte é possível.

E a política, que define quem participa da construção dessa história

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By Notas e Notícias MS | Redação

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